sábado, 13 de setembro de 2008

Carta A Alguém

Escrevo sem destinatário, a lembrança ou a sentimento, a algo que não tem uma real forma ou uma identidade.
Escrevo +prque me sinto compelido a fazê-lo, escrever histórias que nunca aconteceram, relatos de ideias e momentos que podem nunca ter acontecido.
Dedico esta carta a pseudónimo incógnito, pergunto se alguém um dia a irá receber.
Escrevo com nostalgia na alma e saudade nos dedos, e no entanto não sei do que realmente tenho saudade.
Não é uma época específica, ou alguém concreto, não é uma ideia nem teoria, é só uma sensação perdida no recanto da escuridão que é o meu ser.
Sei que é de algo, talvez de alguém, sei que nesta caixa em forma de coração este sentimento está endereçado.
Falta uma chave para o abrir, para descobrir o que é, e sei que para qual é a chave tenho que saber qual é o sentimento.
E procuraria durante dias e noites, na chuva na penumbra, noites agarrado à escrivaninha procurando desobrir solução.
O grande resultado das minhas pesquisas, a solução que encontrei para a minha questão, é que talvez tu saibas a resposta.
tu que desconheço mas, quando imagino os teus olhos, vejo semblante de fechadura. quando tento saber como bate o teu coração vejo o perfil da caixa, quando penso que existes aí nesse mundo fora, sinto a chave, o nome do sentimento surgir.
Agora procuro todos os dias, na estrada ou no recanto escondido do meu leitor de vinil, tento, continuo, nunca desisto.
Por enquanto não sei quem é, nem como se chama mas, escrevo esta carta destinada a ti, aquela de quem desconheço o nome.
Que sensação é esta perdida em mim?

Esperando resposta,


P.S Downer

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