Foi pois um ano sabático para a conclusão do meu primeiro romance:
Paris 4000.
Espero que algum dia o possam ver disponível ao público.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
sábado, 3 de janeiro de 2009
Chronicles From The Midwest ou Saudade & Nostalgia
Por vezes é raro encontrar este céu.
Banhado em estrelas, e uma lua que espalha a sua luz por toda a escuridão, sinto o mundo a unir-se em completa paixão ao céu, como um barco que ao ir ao fundo se une ao mar, eu sinto-me pairar no ar, e levado por uma brisa, mergulhando nas estrelas.
E sinto-me estranho olhando pela chuva para os infindáveis campos, sonhando que se atravessar este simples campo de colheitas irei descobrir todo um outro mundo.
E é isto a que tudo se resume, ao sonho que invade a realdiade que pinta todos os quadros mentais do desejo, e se por um momento desligar a música e a confusão da minha cabeça, aí irei encontrar o silêncio perfeito, o silêncio do mundo como primeiro apareceu, nem um animal nem o vento irão respirar.
Verei a estrada mergulhando na escuridão, a luz reluzindo sobre o alcatrão húmido, e o nevoeiro espairecendo.
E por momentos alcancei a perfeição na sua totalidade, não há mais poesia do que esta visão, e bate o meu coração em prazer, nunca me sentido tão estranho a olhar para o horizonte da minha terra, e penso em todas as palavras de Jack Kerouac ou Neal Cassidy, e imagino-me no banco de trás desse carro, uivando à lua e bebendo enquanto deixo a barreira entre sonho e realidade desaparecer, atravessando o mundo, estrada fora.
E o moinho roda aos primeiros sinais do vento e eu deixo-me adormecer, e enquanto o faço toda esta visão, os campos verdes,e as árvores que encerram-nos e os tornam intermináveis, apaixono-me, apaixono-me novamente pelo mundo, o meu coração batendo contra o lençol.
E penso, penso nela, penso no que nunca tivemos, penso nela.
Banhado em estrelas, e uma lua que espalha a sua luz por toda a escuridão, sinto o mundo a unir-se em completa paixão ao céu, como um barco que ao ir ao fundo se une ao mar, eu sinto-me pairar no ar, e levado por uma brisa, mergulhando nas estrelas.
E sinto-me estranho olhando pela chuva para os infindáveis campos, sonhando que se atravessar este simples campo de colheitas irei descobrir todo um outro mundo.
E é isto a que tudo se resume, ao sonho que invade a realdiade que pinta todos os quadros mentais do desejo, e se por um momento desligar a música e a confusão da minha cabeça, aí irei encontrar o silêncio perfeito, o silêncio do mundo como primeiro apareceu, nem um animal nem o vento irão respirar.
Verei a estrada mergulhando na escuridão, a luz reluzindo sobre o alcatrão húmido, e o nevoeiro espairecendo.
E por momentos alcancei a perfeição na sua totalidade, não há mais poesia do que esta visão, e bate o meu coração em prazer, nunca me sentido tão estranho a olhar para o horizonte da minha terra, e penso em todas as palavras de Jack Kerouac ou Neal Cassidy, e imagino-me no banco de trás desse carro, uivando à lua e bebendo enquanto deixo a barreira entre sonho e realidade desaparecer, atravessando o mundo, estrada fora.
E o moinho roda aos primeiros sinais do vento e eu deixo-me adormecer, e enquanto o faço toda esta visão, os campos verdes,e as árvores que encerram-nos e os tornam intermináveis, apaixono-me, apaixono-me novamente pelo mundo, o meu coração batendo contra o lençol.
E penso, penso nela, penso no que nunca tivemos, penso nela.
Ano em Revista
Deitado sobre as minhas costas no tapete sujo debaixo de mim, o fumo propaga-se na sala mistura-se com as misturas de álcool e os risos no jardim, e eu aqui, calado, sentado, a tentar fazer cem resoluções. Sem quaisquer resoluções.
Ano para esquecer, sempre em mudança sem nenhuma bonança, sem algo que me mantenha interessado, se não viajasse, este ano teria sido um buraco negro ao qual não escaparia, um largo livro de capítulos desinteressantes, de histórias ao qual não tenho comentários, experiências que não trouxeram alegria.
Mais e mais parecea minha vida uma ilha, que se afasta, sem pontes ou rotas de todo o mundo, cada vez que inspiro encerro a minha mente, o meu coração, a este mundo, num abrir e fechar de olhos sou capaz de nem recordar o que me trouxe cá.
A noite vai curta mas, o seu peso é imenso, na minha cabeça só grita o desejo de descansar, de esquecer os ínumeros erros que cometo, os erros que tento esquecer todos os dias, os meus olhos já nem abertos conseguem estar, anseiam o sonho.
Pois ao menos em sonhos aqui estás.
E a procura eterna continua, a procura de algo que ponha fim à inquietude do meu ser, que me conforte, e torne a brisa menos fria, e mais suportável.
Os meus amigos são muitos mas, nenhum parece compreender, esta inadaptação, este não-conformismo, e o meu futuro parece encaminahr para a escuridão, e deixo de ter certezas se alguma vez tive, começo a pensar que estou destinado a perder.
Quero amor, estrada e amizade, uma melodia, e um simples coração, peço apenas isto, já desisti de desejos de grandeza, não quero ser herói mas, sim anónimo, mas, feliz.
São doze as passas na minha mão, e há demasiados desejos para tão poucas, e não importa, pois deste ano novo, apenas me lembrarei de estar sentado à chuva sobre o nevoeiro, estropiado pelo álcool, com o fumo a queimar o meu pulmão.
E lá em cima, lá está ela, a eterna amiga, e observadora, a lua, e não consigo evitar de pensar que nela há um sorriso, que me goza, sabendo o meu futuro mas, optando por não me contar.
Sou apenas um num mar interminável, este ano só quero que alguém ouça a minha voz.
Ano para esquecer, sempre em mudança sem nenhuma bonança, sem algo que me mantenha interessado, se não viajasse, este ano teria sido um buraco negro ao qual não escaparia, um largo livro de capítulos desinteressantes, de histórias ao qual não tenho comentários, experiências que não trouxeram alegria.
Mais e mais parecea minha vida uma ilha, que se afasta, sem pontes ou rotas de todo o mundo, cada vez que inspiro encerro a minha mente, o meu coração, a este mundo, num abrir e fechar de olhos sou capaz de nem recordar o que me trouxe cá.
A noite vai curta mas, o seu peso é imenso, na minha cabeça só grita o desejo de descansar, de esquecer os ínumeros erros que cometo, os erros que tento esquecer todos os dias, os meus olhos já nem abertos conseguem estar, anseiam o sonho.
Pois ao menos em sonhos aqui estás.
E a procura eterna continua, a procura de algo que ponha fim à inquietude do meu ser, que me conforte, e torne a brisa menos fria, e mais suportável.
Os meus amigos são muitos mas, nenhum parece compreender, esta inadaptação, este não-conformismo, e o meu futuro parece encaminahr para a escuridão, e deixo de ter certezas se alguma vez tive, começo a pensar que estou destinado a perder.
Quero amor, estrada e amizade, uma melodia, e um simples coração, peço apenas isto, já desisti de desejos de grandeza, não quero ser herói mas, sim anónimo, mas, feliz.
São doze as passas na minha mão, e há demasiados desejos para tão poucas, e não importa, pois deste ano novo, apenas me lembrarei de estar sentado à chuva sobre o nevoeiro, estropiado pelo álcool, com o fumo a queimar o meu pulmão.
E lá em cima, lá está ela, a eterna amiga, e observadora, a lua, e não consigo evitar de pensar que nela há um sorriso, que me goza, sabendo o meu futuro mas, optando por não me contar.
Sou apenas um num mar interminável, este ano só quero que alguém ouça a minha voz.
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
?!?
Not knowing where to go
I don't look so worried
The road is irght in front of me
I just need to take a stept at a time
I have no faith In God
or other deities
I believe in the will of my feet
On my soul, and bad luck charm
People stare as me as If I were weird
strange and a misfit
But I can look at myself
They should too look at themselves
I am wandering In life
Daydreaming and barely scrapping by
But I'm drunk on cocktails and dreams
And taht's all I need to slip through
Put me in shame
or on my knees~I'll be in the same place
Words can't break me
And my smile won't fade
And I keep going
not knowing where to
There's not a house
I can call a home
And so I can just walk
I smile to the
innocent children
And wave at the flower lady
Life always has two ways
I won't be the one
to end with dreams unfulfilled
I don't write words
of passions, or acts
of fate
I'm just a dancer
sometimes a juggler
Gambling my life away
At every move I make
And I keep walking
You still accuse me
And I just keep walking
Someday You'll miss me
And I'll just keep walking
The sad feeling of losing even the enemies you used to joke about.
I don't look so worried
The road is irght in front of me
I just need to take a stept at a time
I have no faith In God
or other deities
I believe in the will of my feet
On my soul, and bad luck charm
People stare as me as If I were weird
strange and a misfit
But I can look at myself
They should too look at themselves
I am wandering In life
Daydreaming and barely scrapping by
But I'm drunk on cocktails and dreams
And taht's all I need to slip through
Put me in shame
or on my knees~I'll be in the same place
Words can't break me
And my smile won't fade
And I keep going
not knowing where to
There's not a house
I can call a home
And so I can just walk
I smile to the
innocent children
And wave at the flower lady
Life always has two ways
I won't be the one
to end with dreams unfulfilled
I don't write words
of passions, or acts
of fate
I'm just a dancer
sometimes a juggler
Gambling my life away
At every move I make
And I keep walking
You still accuse me
And I just keep walking
Someday You'll miss me
And I'll just keep walking
The sad feeling of losing even the enemies you used to joke about.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Late Night Tales
Ressoa a harmónica e o teclado groove, enquanto aplico tinta neste papel e é nesse momento que o Jazz se liga a mim, o ritmo primitivo encontra direcção, e à minha volta cedem as paredes e surgem as memórias de Mr. Swahili.
Sua postura descontraída mirando a água iluminada, os olhos fortes penetrando da penumbra e fixando-se em mim, e no meu companheiro de viagem, a sua voz acerca-se de nossos ouvidos.
Erguendo-se, vêem-se na sua cara a real história da terra, a terra a que chama de lar, pois ao contrário de mim, sabe quem é, mesmo que nunca tenha procurado saber.
Na sua boca dançam as palavras dificilmente traduzíveis para dialectos que eu percebo, e inicia-se uma história.
Nascem as memórias que nunca tive, e por momentos sinto que realmente agarrei o sentimento, entrei nessa época, senti em mim os sentimentos de sofrimento dos seus antepassados, as coleiras de metal raspando a pele em carne, o sol queimando os ombros, sinto crescer em mim o orgulho das suas conquistas, através do sangue, lágrimas e esforço de milhares, no caminho que percorreram.
A viagem ao novo mundo, as correntes do coração queimam mais que as de ferro, a saudade que aperta um coração que pertence a outra terra.
E é nestas palavras embalado que desejo ser diferente dos meus próprios antepassados, quero fazer parte apenas deste mundo, um mundo pobre mas, real.
No entanto, sinto-me separado por uma muralha, a de desconhecido, esteriotipizado turista, mas não me deixo afectar pois desejo conhecer as histórias deste povo, as canções e as suas memórias, quero receber nas minhas mãos desejosas, a herança desta terra e criar em mim uma ponte a este mundo.
Pois ao longo deste meu caminho de erros e delitos, queimei pontes com partes do passado e isolei-me numa ilha seca, a sua areia de cinzas, isolei-me de quem fui.
Quero preservar esta memória, quero captar quem sou neste momento, e fazer disso pendente, que me reflicta assim no espelho, e me lembre de que agora sou uma pessoa melhor.
Espero que a melodia desta noite que perdura em mim, não acabe.
Sua postura descontraída mirando a água iluminada, os olhos fortes penetrando da penumbra e fixando-se em mim, e no meu companheiro de viagem, a sua voz acerca-se de nossos ouvidos.
Erguendo-se, vêem-se na sua cara a real história da terra, a terra a que chama de lar, pois ao contrário de mim, sabe quem é, mesmo que nunca tenha procurado saber.
Na sua boca dançam as palavras dificilmente traduzíveis para dialectos que eu percebo, e inicia-se uma história.
Nascem as memórias que nunca tive, e por momentos sinto que realmente agarrei o sentimento, entrei nessa época, senti em mim os sentimentos de sofrimento dos seus antepassados, as coleiras de metal raspando a pele em carne, o sol queimando os ombros, sinto crescer em mim o orgulho das suas conquistas, através do sangue, lágrimas e esforço de milhares, no caminho que percorreram.
A viagem ao novo mundo, as correntes do coração queimam mais que as de ferro, a saudade que aperta um coração que pertence a outra terra.
E é nestas palavras embalado que desejo ser diferente dos meus próprios antepassados, quero fazer parte apenas deste mundo, um mundo pobre mas, real.
No entanto, sinto-me separado por uma muralha, a de desconhecido, esteriotipizado turista, mas não me deixo afectar pois desejo conhecer as histórias deste povo, as canções e as suas memórias, quero receber nas minhas mãos desejosas, a herança desta terra e criar em mim uma ponte a este mundo.
Pois ao longo deste meu caminho de erros e delitos, queimei pontes com partes do passado e isolei-me numa ilha seca, a sua areia de cinzas, isolei-me de quem fui.
Quero preservar esta memória, quero captar quem sou neste momento, e fazer disso pendente, que me reflicta assim no espelho, e me lembre de que agora sou uma pessoa melhor.
Espero que a melodia desta noite que perdura em mim, não acabe.
The Heart Beats For The Mountain
Atravessa o jipe a terra batida, oferecem resistência as rodas ao chão e conturbada viagem pelo caminho aberto, levando a poeira ao céu.
Milhares de kilometros separam-me do local a que chamo casa mas, neste momento estas montanhas e vastos planaltos são o mais perto que tenho de um sítio que podia chamar de lar.
Passo +pr velhas casas, e povoações isoladas, ouço o som do bater do coração da terra, e nas pessoas vejo a alma de África transparecer.
Os homens aqui não são homens mas, rocha, erva e ar, moldados com a alma da terra, enraízados neste continente, berço da vida humana.
As suas palavras não são língua, são a consciência, a expressão natural da alma, e mesmo não conseguindo comunicar, sinto a sua sinceridade, a essência de um povo, de um continente, sentido nas palavras que não encontro em lado nenhum, as palavras largam termos e tornam-se conceitos, presos em união com o solo por baixo de nós.
E é neste canto do mundo que descubro a simplicidade que nega em mim a complexidade de um ser social, apelidado por outros como normal.
Estou livre de ligações degeneradas e sorrisos decrépitos e cínicos, sinto-me solto do peso do fardo que se entrenha no corpo e envenena a minha consciência.
E vendo a genuinidade num simples sorriso, a alegria num olhar, vendo a verdade nua e sem muralhas envolvendo, sei que o que aqui vejo é real, as estruturas que erguem a minha máscara já ruiram, e nada me resta sem ser eu.
E apoio-me no capot do jipe e vejo a estrada que se estende interminavelmente no horizonte, e abaixo de mim, batem os frenéticos tambores de África, e o ar trazendo a melodia da herança e legado, o ritmo da natureza, finalmente sinto-me em paz.
Olho para tudo e aceito este mundo, os meus braços não se fecham em defesa desta vez, as minhas mãos não se cerram em oposição e deixam o ar deslizar, o mundo tem um caminho directo para o meu coração.
Neste canto do mundo finalmente, começo a descobrir quem sou.
Milhares de kilometros separam-me do local a que chamo casa mas, neste momento estas montanhas e vastos planaltos são o mais perto que tenho de um sítio que podia chamar de lar.
Passo +pr velhas casas, e povoações isoladas, ouço o som do bater do coração da terra, e nas pessoas vejo a alma de África transparecer.
Os homens aqui não são homens mas, rocha, erva e ar, moldados com a alma da terra, enraízados neste continente, berço da vida humana.
As suas palavras não são língua, são a consciência, a expressão natural da alma, e mesmo não conseguindo comunicar, sinto a sua sinceridade, a essência de um povo, de um continente, sentido nas palavras que não encontro em lado nenhum, as palavras largam termos e tornam-se conceitos, presos em união com o solo por baixo de nós.
E é neste canto do mundo que descubro a simplicidade que nega em mim a complexidade de um ser social, apelidado por outros como normal.
Estou livre de ligações degeneradas e sorrisos decrépitos e cínicos, sinto-me solto do peso do fardo que se entrenha no corpo e envenena a minha consciência.
E vendo a genuinidade num simples sorriso, a alegria num olhar, vendo a verdade nua e sem muralhas envolvendo, sei que o que aqui vejo é real, as estruturas que erguem a minha máscara já ruiram, e nada me resta sem ser eu.
E apoio-me no capot do jipe e vejo a estrada que se estende interminavelmente no horizonte, e abaixo de mim, batem os frenéticos tambores de África, e o ar trazendo a melodia da herança e legado, o ritmo da natureza, finalmente sinto-me em paz.
Olho para tudo e aceito este mundo, os meus braços não se fecham em defesa desta vez, as minhas mãos não se cerram em oposição e deixam o ar deslizar, o mundo tem um caminho directo para o meu coração.
Neste canto do mundo finalmente, começo a descobrir quem sou.
Carta #15 #41
Estou cansado e dorido mas, vivo e com um sorriso, um cansaço que não desaparece mas uma alegria que não perece.
Nunca estarás sozinha, quando penso que todos me querem ver longe de ti e que me és doença apetece-me rir, porque és divina providência.
Esta noite é longa, e o sono parece não se abater mas, sinto a sombra do manto cinzento de Morfeu abater-se sobremim, enquanto tento acabar esta carta.
Mas, de que servem as palavras para te descrever, se um beijo em sinal de respeito, um abraço ou cócegas lembram que não te consigo abandonar, porquê descrever porque és importante, quando amigos e desconhecidos, à muito pediram para esquecer.
A nossa amizade confunde muita gente. Que assim o seja, só quando te deixar de fazer feliz, é que vou ouvir, desistir.
Porque a ti prometi mais do que amizade ou cumplicidade, mais que abraços e lágrimas, mais do que brincadeiras e asneiras.
A ti prometi um sorriso, e a ti prometicuidar, e acima de tudo prometi uma eternidade de amizade.
Porque ser teu amigo é o meu único pedido, único desejo, enquanto descanso a ver-te sorrir.
Dormes feliz, e amanhã ver-te-ei ao acordar, sorte minha, minha honra que demorei a alcançar,
Com amizade
Nunca estarás sozinha, quando penso que todos me querem ver longe de ti e que me és doença apetece-me rir, porque és divina providência.
Esta noite é longa, e o sono parece não se abater mas, sinto a sombra do manto cinzento de Morfeu abater-se sobremim, enquanto tento acabar esta carta.
Mas, de que servem as palavras para te descrever, se um beijo em sinal de respeito, um abraço ou cócegas lembram que não te consigo abandonar, porquê descrever porque és importante, quando amigos e desconhecidos, à muito pediram para esquecer.
A nossa amizade confunde muita gente. Que assim o seja, só quando te deixar de fazer feliz, é que vou ouvir, desistir.
Porque a ti prometi mais do que amizade ou cumplicidade, mais que abraços e lágrimas, mais do que brincadeiras e asneiras.
A ti prometi um sorriso, e a ti prometicuidar, e acima de tudo prometi uma eternidade de amizade.
Porque ser teu amigo é o meu único pedido, único desejo, enquanto descanso a ver-te sorrir.
Dormes feliz, e amanhã ver-te-ei ao acordar, sorte minha, minha honra que demorei a alcançar,
Com amizade
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Pensa, pensa pássaro de corda
Percorro a estrada, de cabeça em frente e deixando o sol quente ainda presente das réstias do Verão, neste nosso Novembro, as minhas mãos brincando com uma moeda nos bolsos, e o passo leve, quase que sem levantando peso do ser.
Por vezes deixamos os sentimentos consumir-nos, embrenhados na nossa triste condição humana, enrolados sempre num novelo que nunca desprendemos.
Caímos, caímos numa espiral de preocupaçãp, de medo, e de ira, fortalecemos os laços e agarramo-nos ao que já ruíu, e é aí no fundo, que perdemos consciência, não a nossa mas, a consciência da nossa vida, pois se por um momento dermos um passo atrás, veremos que só dentro de nós existem estes nós, e estas cordas que enrolamos à volta dos nossos pescoços.
O mundo segue em frente, nós também, por pior que sejam as situações, há sempre uma solução, o mundo continua a rodar, e nós, nós temos que acompanhar o passo.
E portanto não nos devemos preocupar, não por irresponsabilidade mas, porque é irrelevante, não vale a pena suster a respiração e quebrar frente às adversidades, quer queiramos, quer não, tem tudo um fim, e nós, nós continuamos vivos, sempre vivos no fim.
E caminho assim, desfeito dos meus preceitos, apercebo-me que na realidade, ninguém me conhece, ninguém realmente sabe o que penso ou o que sinto, que dores tenho ou não, e não me importo, porque eu sei quem sou.
Sou feliz na minha incompreensão, todos podem ver-me de uma forma ou outra mas, na realidade, ninguém me comnheçe, sim, tenho amigos, mas na verdade ninguem sabe quem eu sou.
Despreocupado nas minhas andanças por este mundo fora, chegarei ao fim, como daqui parti, como sendo eu mesmo, e poderão tentar saber, perceber, ou comentar sobre a minha natureza mas, quem eu sou? Não sei mas, não conheço quem o saiba.
E portanto aproveito o sol, porque o importante não está no conhecimento, está assim em sentir que em mim ainda à uma parte que é feliz, porque na simplicidade se encontra a verdade, e assim, vivo.
It's a wonder to be alive.
Por vezes deixamos os sentimentos consumir-nos, embrenhados na nossa triste condição humana, enrolados sempre num novelo que nunca desprendemos.
Caímos, caímos numa espiral de preocupaçãp, de medo, e de ira, fortalecemos os laços e agarramo-nos ao que já ruíu, e é aí no fundo, que perdemos consciência, não a nossa mas, a consciência da nossa vida, pois se por um momento dermos um passo atrás, veremos que só dentro de nós existem estes nós, e estas cordas que enrolamos à volta dos nossos pescoços.
O mundo segue em frente, nós também, por pior que sejam as situações, há sempre uma solução, o mundo continua a rodar, e nós, nós temos que acompanhar o passo.
E portanto não nos devemos preocupar, não por irresponsabilidade mas, porque é irrelevante, não vale a pena suster a respiração e quebrar frente às adversidades, quer queiramos, quer não, tem tudo um fim, e nós, nós continuamos vivos, sempre vivos no fim.
E caminho assim, desfeito dos meus preceitos, apercebo-me que na realidade, ninguém me conhece, ninguém realmente sabe o que penso ou o que sinto, que dores tenho ou não, e não me importo, porque eu sei quem sou.
Sou feliz na minha incompreensão, todos podem ver-me de uma forma ou outra mas, na realidade, ninguém me comnheçe, sim, tenho amigos, mas na verdade ninguem sabe quem eu sou.
Despreocupado nas minhas andanças por este mundo fora, chegarei ao fim, como daqui parti, como sendo eu mesmo, e poderão tentar saber, perceber, ou comentar sobre a minha natureza mas, quem eu sou? Não sei mas, não conheço quem o saiba.
E portanto aproveito o sol, porque o importante não está no conhecimento, está assim em sentir que em mim ainda à uma parte que é feliz, porque na simplicidade se encontra a verdade, e assim, vivo.
It's a wonder to be alive.
Blue Melody
Como o gotejar de uma torneira, as melodias reluzem com cada gota, o seu brilho reflectido no luar que atravessa a janela, as melodias que invadem e que aos poucos se difundem por cada centímetro do meu corpo.
Uma fina conexão de notas que atravessa ruas solitárias, e treme perante a brisa da noite de Inverno, e que no entanto se propaga, alimentando-se de cada pequena luz do céu distante.
Com cada suspiro absorvo o eco dessa melodia, o meu corpo revibra, cada local obscuro do meu ser, num lugar que transcende a minha existência carnal, que lança amarras aos sonhos, e que desponta o meu imaginário, como pequenos fios, tecendo um caminho, uma ponte que junta e une todas as realidades do meu ser.
Descansando o meu corpo cansado numa velha cadeira, deixo a escuridão do quarto me envolver, apenas permitindo que a luz dos candeeiros da rua me beije as faces de momento em momento.
Ao fundo, num lugar não designado, a música surge, pelas ranhuras da porta, pelas brechas da janela, e enamora os meus ouvidos, e aí o ciclo se reepete.
Abdico dos meus olhos para largar o real, deixo o cansaço embebedar a minha mente de porções de sonho e aí cada pequeno compasso, cada história na palavra da melodia, banhado por momentos de pura magia me lava, e assim torna a minha consciência, em algo muito distante de mim, em algo que já não me prende, uma realidade trancada, algures em mim.
E aí deixo-me apenas flutuar, ao som das ondas, do som que me invade, e de olhos fechados e de consciência de eu livre, posso ser tudo, tudo o que neste mundo não sou, as luzes nocturnas e o sonho que me agarra sorrateiramente no meu mais profundo momento de cansaço. E é então que de novo nasci, num mundo diferente, sem lógica, ou emoção inerente, uma valsa nocturna, marcada pelo som, e pelo surreal.
E quando por fim me desprender deste mundo, quando por fim me entregar por completo à noite, deixarei a melodia levar-me, e abrirei os portões do reino de Morfeu.
A melodia, essa, aqui permanecerá muito depois de me entregar, continuará a percorrer as ruas, e os mares, e de novo, na escuridão aparecerá, e levará tantos outros a reinos distantes, que só a noite lhes trará.
Uma fina conexão de notas que atravessa ruas solitárias, e treme perante a brisa da noite de Inverno, e que no entanto se propaga, alimentando-se de cada pequena luz do céu distante.
Com cada suspiro absorvo o eco dessa melodia, o meu corpo revibra, cada local obscuro do meu ser, num lugar que transcende a minha existência carnal, que lança amarras aos sonhos, e que desponta o meu imaginário, como pequenos fios, tecendo um caminho, uma ponte que junta e une todas as realidades do meu ser.
Descansando o meu corpo cansado numa velha cadeira, deixo a escuridão do quarto me envolver, apenas permitindo que a luz dos candeeiros da rua me beije as faces de momento em momento.
Ao fundo, num lugar não designado, a música surge, pelas ranhuras da porta, pelas brechas da janela, e enamora os meus ouvidos, e aí o ciclo se reepete.
Abdico dos meus olhos para largar o real, deixo o cansaço embebedar a minha mente de porções de sonho e aí cada pequeno compasso, cada história na palavra da melodia, banhado por momentos de pura magia me lava, e assim torna a minha consciência, em algo muito distante de mim, em algo que já não me prende, uma realidade trancada, algures em mim.
E aí deixo-me apenas flutuar, ao som das ondas, do som que me invade, e de olhos fechados e de consciência de eu livre, posso ser tudo, tudo o que neste mundo não sou, as luzes nocturnas e o sonho que me agarra sorrateiramente no meu mais profundo momento de cansaço. E é então que de novo nasci, num mundo diferente, sem lógica, ou emoção inerente, uma valsa nocturna, marcada pelo som, e pelo surreal.
E quando por fim me desprender deste mundo, quando por fim me entregar por completo à noite, deixarei a melodia levar-me, e abrirei os portões do reino de Morfeu.
A melodia, essa, aqui permanecerá muito depois de me entregar, continuará a percorrer as ruas, e os mares, e de novo, na escuridão aparecerá, e levará tantos outros a reinos distantes, que só a noite lhes trará.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Fake Empires
A minha mente electrifica-se, o esquema induzido pelo álcool aos meus nervos torna a minha cabeça em eterno campo de batalha, se pudesse tinha dançado a noite inteira.
Por vezes não há problema que um simples abano de ombros não resolva, que um momento de loucura não me salve, porque é verdade, eu preciso de ser salvo, pela piedade das minhas acções e do meu pensamento, o que me persegue e executa até ás últimas decisões.
A verdade é que não quero pensar, dentro de mim grito por liberdade, uma simplicidade de ser, como se a dor nas vértebras e o peso nos pulsos desaparecesse de um momento para o outro, quero sentir-me vazio e desprovido de todos os pensamentos que tenho e não tenho, dos romances escritos sobre a mínima acção social, de qualquer erro de conduta, quero que voe tudo, como pombos que solte de uma caixa.
Mas, tenho medo. Tenho medo de me perder, de me soltar ser um sinal de fraqueza, porque não quero desistir, não quero abandonar a minah mente, quero vincar-me como cal em quem sou, e não virar as costas mas, o tempo arde nas costas como sol afligindo a minha preserverança.
E quero gritar entre a música, em plenos pulmões tudo o que não disse, os momentos de silêncio, e as minhas acções, o meu remorso, e talvez o meu desejo, quero apenas dizer que a minha mente está a enlouquecer, e quero que tudo desapareça sob a forma de um simples, e sentido suspiro, como água, lavando-me, tornando-me novo, sob um bonito sol outonal.
Por vezes não há problema que um simples abano de ombros não resolva, que um momento de loucura não me salve, porque é verdade, eu preciso de ser salvo, pela piedade das minhas acções e do meu pensamento, o que me persegue e executa até ás últimas decisões.
A verdade é que não quero pensar, dentro de mim grito por liberdade, uma simplicidade de ser, como se a dor nas vértebras e o peso nos pulsos desaparecesse de um momento para o outro, quero sentir-me vazio e desprovido de todos os pensamentos que tenho e não tenho, dos romances escritos sobre a mínima acção social, de qualquer erro de conduta, quero que voe tudo, como pombos que solte de uma caixa.
Mas, tenho medo. Tenho medo de me perder, de me soltar ser um sinal de fraqueza, porque não quero desistir, não quero abandonar a minah mente, quero vincar-me como cal em quem sou, e não virar as costas mas, o tempo arde nas costas como sol afligindo a minha preserverança.
E quero gritar entre a música, em plenos pulmões tudo o que não disse, os momentos de silêncio, e as minhas acções, o meu remorso, e talvez o meu desejo, quero apenas dizer que a minha mente está a enlouquecer, e quero que tudo desapareça sob a forma de um simples, e sentido suspiro, como água, lavando-me, tornando-me novo, sob um bonito sol outonal.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
What do I Want?

Os dias passam, e cada vez mais sinto o mundo girar à frente dos meus olhos, o sol da minha juventude a pôr-se ans minahs costas, a minha silhueta escondendo os olhos que perscrutam.
Desejo algo mas, não sei qual é esse objecto de minha tamanha procura, não lhe conheço forma, ou aroma, apenas sei que escrevo sobre ele, quando penso que estou a escrever sobre algo, na verdade estou a escrever sobre essa coisa, sobre essa forma de ser, essa identidade, que simplesmente não conheço.
Procuro amor? Poderia dizer que sim ma,s que sei eu realmente sobre o amor, senão minutos de filmes, e uns pormenores que afectaram este mecanismo a que eu apelido de coração, uns apertos, uma sensação estranha mas, tão repentina e retorcida que apenas posso reconhecer que se a sentir de novo provavelmente já não me lembro.
Procuro reconhecimento? Está na minha essência querer ser reconehcido, penso que adoro o anonimato mas, na verdade desejo que a qualquer momento descubram quem eu sou por deaixo da minha máscara, as minhas virtudes e os meus defeitos, quem sou, e o que fiz, para onde vou, e onde estive.
Procuro a estrada mas, não me encontro já nela, cada vez perdendo mais a ideia de lar, e procurando um caminho, nem todas as estradas precisam de apssos, por vezes o espírito já andou milhares de kilómetros nestes devaneios de noites frias de um Outono que entra pelas brechas da minha janela.
Procuro a calma? Provavelmente, a minha alma tal como todas as outras encontra-se num turbilhão de pensamentos e aventuras, nem quando durmo tenho descanço, não há uma real solução apra esta aflição, cada um de nós luta pela calma, a minha aparente calma esconde os mais diveros rios de pensamentos e trovoadas de ideias, posso afirmar que quero calma mas, que daí estou longe.
E quero tudo, e quero ver tudo, o céu estrelado do deserto, o mar infindável da proa de um veleiro, a chuva como cortina dos passeios de uma janela dum quarto antigo, quero a solidão de uma estrada, a felicidade de uma praia, quero um sorriso, e um coração a que chamar meu, quero um sonho, e um objectivo, quero fazer algo que ame, quero sentir-me orgulhoso.
Quero viver.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Taking Pages Out Of A Book
O mundo anda à volta, sempre sem parar, a vontade que um homem não pode mudar mas, o que acontece a quem deu tudo por um passado que das páginas escritas se quer soltar.
Por mais que as promessas sejam ditas e os momentos recordados, a única verdade é que em mim a esperança morreu.
Vivi na desgraça e na alegria, durante dois anos enfrentei tudo o que poderia haver, a raiva de outros olhos e a pressão de mundos diferentes que se deparavam. E ainda me lembro de palavras que me disseste, conselhos sobre o que havia ou não de fazer, lembro-me de me dizeres os meus defeitos, de me lembrares de toda a dor que causaste, e por muito tempo aceitei viver assim, dei-te razão porque ela tinhas, na verdade nunca me considerei muito boa pessoa.
E lembro-me de confiar em mim tudo o que era mas, de viver contigo o que fez de mim quem sou, os dias bons ao sol e as noites passadas com um auscultador no ouvido e a dor no coração.
A verdade é que mesmo que não o queiras admitir, vamo-nos afastar, pretendes algo na vida, um caminho que eu não posso mais seguir, um caminho onde não figuro.
Voltar atrás, e esquecer o passado, retomar uma vida onde tens os amigos antigos e paixões belas, não é algo que possa julgar mas, ao renegares os últimos anos renegas-me a mim.
E a dor começa a desaparecer mas, à coisas que não consigo esquecer, acusaste-me de tanta coisa e no entanto vejo em ti a repetente, nunca cresci mas, eu nunca cedi, não voltei atrás.
E a tua vida vai andando, e perco o papel que tive, torno-me memória e cordialidades não mantém laços, e gostava de um dia começar de novo longe daqui, talvez antes pudessemos ter durado mas, agora separamo-nos nesta encruzilhada.
Minha mais que amada amiga, vais-te embora, não sou eu que te abandono, a ti dei quem sou, e agora fico aqui sozinho com esta foto, enquanto vives a tua vida, agarrado a um suspiro, já ninguém me conhece.
Um dia talvez recordemos, talvez um dia não nos importemos.
Por mais que as promessas sejam ditas e os momentos recordados, a única verdade é que em mim a esperança morreu.
Vivi na desgraça e na alegria, durante dois anos enfrentei tudo o que poderia haver, a raiva de outros olhos e a pressão de mundos diferentes que se deparavam. E ainda me lembro de palavras que me disseste, conselhos sobre o que havia ou não de fazer, lembro-me de me dizeres os meus defeitos, de me lembrares de toda a dor que causaste, e por muito tempo aceitei viver assim, dei-te razão porque ela tinhas, na verdade nunca me considerei muito boa pessoa.
E lembro-me de confiar em mim tudo o que era mas, de viver contigo o que fez de mim quem sou, os dias bons ao sol e as noites passadas com um auscultador no ouvido e a dor no coração.
A verdade é que mesmo que não o queiras admitir, vamo-nos afastar, pretendes algo na vida, um caminho que eu não posso mais seguir, um caminho onde não figuro.
Voltar atrás, e esquecer o passado, retomar uma vida onde tens os amigos antigos e paixões belas, não é algo que possa julgar mas, ao renegares os últimos anos renegas-me a mim.
E a dor começa a desaparecer mas, à coisas que não consigo esquecer, acusaste-me de tanta coisa e no entanto vejo em ti a repetente, nunca cresci mas, eu nunca cedi, não voltei atrás.
E a tua vida vai andando, e perco o papel que tive, torno-me memória e cordialidades não mantém laços, e gostava de um dia começar de novo longe daqui, talvez antes pudessemos ter durado mas, agora separamo-nos nesta encruzilhada.
Minha mais que amada amiga, vais-te embora, não sou eu que te abandono, a ti dei quem sou, e agora fico aqui sozinho com esta foto, enquanto vives a tua vida, agarrado a um suspiro, já ninguém me conhece.
Um dia talvez recordemos, talvez um dia não nos importemos.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Sleeping Aides & Razorblades

Faz quase um ano. Faz quase um ano que parte de mim se dissipou, no ar, no mar, num mundo ao qual não posso retornar.
Uma música antiga lembra-me da chuva na rua, do sol por entre as cortinas vermelhas reluzindo sobre cabelos e invadindo o quarto, lembro-me de ver a ponte, iluminada e imponente cruzando o rio vista por olhos cansados e apaixonados, nunca mais retive esse olhar, nunca mais me senti assim.
Lembro-me das tardes percorridas pelos jardins, de mão dada e sorriso desenhado, alegrias de uma mente que acreditava em eternidade, ou em algo longo, nem essa simpatia guardamos entre nós.
Apenas temos fúria e desprezo, um olhar negro e sujo, dor e simples vazio, não seremos nada para nenhum, porque na verdade nunca fomos.
Lembrar-me deste calor nos braços, de sentir o cheiro ténue do perfume a percorrer o quarto, lembrar-me de subir o elevador, de neste fim-de-semana passado à um ano contigo ter visto um filme e dele me rir.
Lembro-me da plataforma de comboio e daquele último beijo, obliviamente para mim não o sabendo, lembro-me dos meus erros que te afastaram, e lembro-me dos teus que me magoaram.
E um ano depois esqueci-te, na minha mente não és mais que singular memória, uma ténue felicidade ou uma antiga inimizade, uma dor e um amor, e guardo-te, e nunca me lembro, nem nunca esqueço.
Pois passam meses e caminho sem lembrar, sem recordar ou ansiar, e no enatnto por vees só é preciso uma nota de uma canção, ou uma imagem de uma antiga memória, para no meu coração residir a vontade de te querer escutar.
Somos pessoas diferentes, não somos mais quem fomos, crianças apaixonadas, hoje em dia nem amigos somos, lembro-me de ti por vezes e por vezes penso que será de ti.
Pensarás em mim? Não, porque haverias?
Sempre foste mais forte que eu.
Sem Título 4-7/ Entre Sítios Que Não Pisei

Screvo numa folha de papel, procurando quebrar a noite escura que não me parece prender, estou ligado ao céu e não sei quando vou descer.
As luzes em baixo lembram histórias que nunca conhecerei, desejo encontrar uma forma de as chamar, de relatar, porque o meu sonho é contar histórias mas, nem a minha sei contar.
Se fosse vento, estaria nas asas deste avião, levando mensagens, histórias e memórias, um sonho inalcançável de quem apenas quer viver, contar histórias e embalar.
Das minhas mãos cansadas sairão fios de palavras e com elas, embalarei o mundo com a história do povo que a amaou.
Estou no céu mas, sinto-me cansado, não há anjos ou demónios à minha janela, nem há histórias a contar.
À algum tempo que estou neste limbo, demasiado cansado para pensar, demasiado teimoso para me calar.
Deixo os pensamentos fluirem para o papel palavra cansada atrás de palavra, vendo pela janela, um mundo que dorme.
E caminhar em sonhos seria atrefa mais desejada, pois gostava de ligar mundos entre os sonhos e o real, acabar com a dureza e a ilusão do real.
Já é tarde, não faço sentido, apenas digo que de todos quero ser confidente, quero a voz do mundo no meu consciente
sábado, 13 de setembro de 2008
Song For Mr. Dylan
There's a man
Who's travelin' in the wind
He's old voice reachin' me
And drawing me in
Closely tonight
He's got the blues on a sleeve
And some words pourin'
I didnd't know yesterday
But I understand now
Your words make me
Feel like I'm born today
Mr. Dylan don't forget my name
Cuz I don't know how to explain
That my mother's cryin'
My dad's a sighing
There's a thead of home
from you coming in
I don't know much about nothing
but what I Know, is that I'm not really low
Your words opened my new born eyes
Now I can see, And for once I don't feel blind
On the road,
Is a book i've never read
Between Moonshiner and
Blowin In The Wind
I found chapters that
Keroauc seemed to forget
I wrote you this song
And I don't know how
to make you see that
Your journey made my
journey begin
Mr. Dylan you are what amde me
Follow the wind
I'm never goin home
Because there ain't no place I
remember that anme from
I'm a traveller and a vagabomd
A writer they say
But til I find my voice
I'll just quote you then
Mr. Dylan I wish you
Could lend a hand
Because talent is running very thin
Who's travelin' in the wind
He's old voice reachin' me
And drawing me in
Closely tonight
He's got the blues on a sleeve
And some words pourin'
I didnd't know yesterday
But I understand now
Your words make me
Feel like I'm born today
Mr. Dylan don't forget my name
Cuz I don't know how to explain
That my mother's cryin'
My dad's a sighing
There's a thead of home
from you coming in
I don't know much about nothing
but what I Know, is that I'm not really low
Your words opened my new born eyes
Now I can see, And for once I don't feel blind
On the road,
Is a book i've never read
Between Moonshiner and
Blowin In The Wind
I found chapters that
Keroauc seemed to forget
I wrote you this song
And I don't know how
to make you see that
Your journey made my
journey begin
Mr. Dylan you are what amde me
Follow the wind
I'm never goin home
Because there ain't no place I
remember that anme from
I'm a traveller and a vagabomd
A writer they say
But til I find my voice
I'll just quote you then
Mr. Dylan I wish you
Could lend a hand
Because talent is running very thin
As memórias do novo Pássaro de Corda #1
Batem levemente
as asas do pássaro de corda
quebram a solidão
das horas que se fiam na roca
Sentam-se no alpendre
raparigas e serpentes
o sonho escala a casa
tudo se dissolve
ao som do pássaro
que faz passar as horas
Longe vai a noite silenciosa
mais uma que o sonho engole
a vida dorme
e o pássaro toca
A solidão envolve
e a cidade transforma
nú só com o imaginário
a beleza suave de um quadro
a cidade vista de olhos semi-cerrados
Toca o pássaro de corda
E a melodia inovca
uma chave guardada
coração num cofre
em sonho na cidade
O corvo olha e a
bandeira verde esvoaça
o sono apaga a visão
a corda completa a volta
e o pássaro de novo toca
Amanhã é só mais um dia
para o novo pássaro de corda
as asas do pássaro de corda
quebram a solidão
das horas que se fiam na roca
Sentam-se no alpendre
raparigas e serpentes
o sonho escala a casa
tudo se dissolve
ao som do pássaro
que faz passar as horas
Longe vai a noite silenciosa
mais uma que o sonho engole
a vida dorme
e o pássaro toca
A solidão envolve
e a cidade transforma
nú só com o imaginário
a beleza suave de um quadro
a cidade vista de olhos semi-cerrados
Toca o pássaro de corda
E a melodia inovca
uma chave guardada
coração num cofre
em sonho na cidade
O corvo olha e a
bandeira verde esvoaça
o sono apaga a visão
a corda completa a volta
e o pássaro de novo toca
Amanhã é só mais um dia
para o novo pássaro de corda
Tornar uma história em memento
Passa um ano e já nada é como dantes.
Já os sentimentos espaireceram em frustrações, estações inconstantes e sonhos enterrados, o que antes me fazia sorrir apenas queima, a última fagulha de uma fogueira que luta por permanecer viva.
E apenas traz problemas, apenas prolongam as memórias que já sentimentos no seu centro desapareceram, ainda estou apaixonado por coisas que para mim já anda representam.
Caminho pelos mesmos lugares procurando resposta ou sentimenentos, apelo à minha memóra, à sensação e tento relembrar o que me assolou durante este último ano.
E a verdade é que tudo isto desvaneceu, o tempo limpou o meu corpo da dor, a memória das paredes da velha cidade, e agora sinto que perdi um pedaço de mim, uma pétala na flor que é a juventude que floresce.
E é por isso que o tempo passa, é curel o efeito do tempo, que tal como o mar engole a rocha, o tempo engole a memória e o sentimento e tudo o que foi, deixará de ser, o que importou deixa de importar.
Poderei olhar para uma foto, e não mais sentir?
Sinto-me perder à medida que um caminho percorro nesta vida, e olho para a tua cara e sei que me fechei do mundo que criei, quando me chamava arquitecto, e tu caminhante, a porta está fechada nesses teus olhos verdes.
Mas, é importante manter-te, porque não desejo mais derrubar canta ponte que ergui, quero preservar um mememnto, de quando fomos algo, de quando corações batiam em sintonia, e a tua voz fazia sinfonia com as estrelas do meu céu.
E agora cansado, sentado numa velha poltrona a milhares de quilómetros de casa, braços roçando os da cadeira, sinto a imaginação desvanecer, esqueço a cara, os meus ouvidos já não se lemrbam do som da tua voz, os meus lábios já não sabem o teu nome.
Mas, na minha mão firme e desgastada, guardo sempre em papel, que escrevi algures nos recantos de um papel.
"para sempre"
E aí, nunca esquecerei. Não deste sentimento.
Já os sentimentos espaireceram em frustrações, estações inconstantes e sonhos enterrados, o que antes me fazia sorrir apenas queima, a última fagulha de uma fogueira que luta por permanecer viva.
E apenas traz problemas, apenas prolongam as memórias que já sentimentos no seu centro desapareceram, ainda estou apaixonado por coisas que para mim já anda representam.
Caminho pelos mesmos lugares procurando resposta ou sentimenentos, apelo à minha memóra, à sensação e tento relembrar o que me assolou durante este último ano.
E a verdade é que tudo isto desvaneceu, o tempo limpou o meu corpo da dor, a memória das paredes da velha cidade, e agora sinto que perdi um pedaço de mim, uma pétala na flor que é a juventude que floresce.
E é por isso que o tempo passa, é curel o efeito do tempo, que tal como o mar engole a rocha, o tempo engole a memória e o sentimento e tudo o que foi, deixará de ser, o que importou deixa de importar.
Poderei olhar para uma foto, e não mais sentir?
Sinto-me perder à medida que um caminho percorro nesta vida, e olho para a tua cara e sei que me fechei do mundo que criei, quando me chamava arquitecto, e tu caminhante, a porta está fechada nesses teus olhos verdes.
Mas, é importante manter-te, porque não desejo mais derrubar canta ponte que ergui, quero preservar um mememnto, de quando fomos algo, de quando corações batiam em sintonia, e a tua voz fazia sinfonia com as estrelas do meu céu.
E agora cansado, sentado numa velha poltrona a milhares de quilómetros de casa, braços roçando os da cadeira, sinto a imaginação desvanecer, esqueço a cara, os meus ouvidos já não se lemrbam do som da tua voz, os meus lábios já não sabem o teu nome.
Mas, na minha mão firme e desgastada, guardo sempre em papel, que escrevi algures nos recantos de um papel.
"para sempre"
E aí, nunca esquecerei. Não deste sentimento.
Carta A Alguém
Escrevo sem destinatário, a lembrança ou a sentimento, a algo que não tem uma real forma ou uma identidade.
Escrevo +prque me sinto compelido a fazê-lo, escrever histórias que nunca aconteceram, relatos de ideias e momentos que podem nunca ter acontecido.
Dedico esta carta a pseudónimo incógnito, pergunto se alguém um dia a irá receber.
Escrevo com nostalgia na alma e saudade nos dedos, e no entanto não sei do que realmente tenho saudade.
Não é uma época específica, ou alguém concreto, não é uma ideia nem teoria, é só uma sensação perdida no recanto da escuridão que é o meu ser.
Sei que é de algo, talvez de alguém, sei que nesta caixa em forma de coração este sentimento está endereçado.
Falta uma chave para o abrir, para descobrir o que é, e sei que para qual é a chave tenho que saber qual é o sentimento.
E procuraria durante dias e noites, na chuva na penumbra, noites agarrado à escrivaninha procurando desobrir solução.
O grande resultado das minhas pesquisas, a solução que encontrei para a minha questão, é que talvez tu saibas a resposta.
tu que desconheço mas, quando imagino os teus olhos, vejo semblante de fechadura. quando tento saber como bate o teu coração vejo o perfil da caixa, quando penso que existes aí nesse mundo fora, sinto a chave, o nome do sentimento surgir.
Agora procuro todos os dias, na estrada ou no recanto escondido do meu leitor de vinil, tento, continuo, nunca desisto.
Por enquanto não sei quem é, nem como se chama mas, escrevo esta carta destinada a ti, aquela de quem desconheço o nome.
Que sensação é esta perdida em mim?
Esperando resposta,
P.S Downer
Escrevo +prque me sinto compelido a fazê-lo, escrever histórias que nunca aconteceram, relatos de ideias e momentos que podem nunca ter acontecido.
Dedico esta carta a pseudónimo incógnito, pergunto se alguém um dia a irá receber.
Escrevo com nostalgia na alma e saudade nos dedos, e no entanto não sei do que realmente tenho saudade.
Não é uma época específica, ou alguém concreto, não é uma ideia nem teoria, é só uma sensação perdida no recanto da escuridão que é o meu ser.
Sei que é de algo, talvez de alguém, sei que nesta caixa em forma de coração este sentimento está endereçado.
Falta uma chave para o abrir, para descobrir o que é, e sei que para qual é a chave tenho que saber qual é o sentimento.
E procuraria durante dias e noites, na chuva na penumbra, noites agarrado à escrivaninha procurando desobrir solução.
O grande resultado das minhas pesquisas, a solução que encontrei para a minha questão, é que talvez tu saibas a resposta.
tu que desconheço mas, quando imagino os teus olhos, vejo semblante de fechadura. quando tento saber como bate o teu coração vejo o perfil da caixa, quando penso que existes aí nesse mundo fora, sinto a chave, o nome do sentimento surgir.
Agora procuro todos os dias, na estrada ou no recanto escondido do meu leitor de vinil, tento, continuo, nunca desisto.
Por enquanto não sei quem é, nem como se chama mas, escrevo esta carta destinada a ti, aquela de quem desconheço o nome.
Que sensação é esta perdida em mim?
Esperando resposta,
P.S Downer
domingo, 20 de julho de 2008
Break The Chain Of The Habit
Leio as minhas palavras antigas e suspiro, passei demasiado tempo fechado em poesia adolescente e em sentimentos de ambição e procura, o talento que não parecia verter, a minha própria auto-psicografia.
No entanto olhando o sol de verão e o mar que envolve as rochas sei que não preciso de nada disso, já chega de querer, é preciso viver.
Olho para as palavras gastas, as canetas usadas, e as letras repetidas, e se pudesse lançava tudo ao vento, pois chegou a altura de tirar as correntes do meu coração e alma, está na altura de sair dos recantos escuros da minha mente, e acender uma vela, abrir uma janela e deixar o dia entrar.
Não fui feito para estar fechado em casa, nem para viver preso a um quarto e a um computador, a sentimentos e a almas torturadas.
A eterna procura pela minha felicidade não acabou, ainda está no ínicio mas, percebo agora que não está em pensar nela mas, em vivê-la, viver os amigos, os copos que embatem num brinde, as conversas a meio da noite, os mergulhos na noite com o riso de quem de mim gosta, o riso de uma piada, um encontro de amigos que há muito não se vêem, uma corrida na praia, uma passagem nas ondas, uma viagem na estrada.
Acabou o tempo para pensar, agora é hora de sorrir, sempre fui uma pessoa para se sentir bem, do que suportar a dor, não faz sentido.
Caminho agora na rua, e ouço os pássaros chilrear, há pessoas presas aos seus fantasmas e problemas, na verdade, é tudo tão simples, respirar fundo e dar um passo em frente é tudo o que preciso fazer.
Ainda tenho muito a crescer, no entanto se pensar menos nisso, acredito ser mais feliz.
Ninguém vai soltar o mal em mim, mesmo que tente.
No entanto olhando o sol de verão e o mar que envolve as rochas sei que não preciso de nada disso, já chega de querer, é preciso viver.
Olho para as palavras gastas, as canetas usadas, e as letras repetidas, e se pudesse lançava tudo ao vento, pois chegou a altura de tirar as correntes do meu coração e alma, está na altura de sair dos recantos escuros da minha mente, e acender uma vela, abrir uma janela e deixar o dia entrar.
Não fui feito para estar fechado em casa, nem para viver preso a um quarto e a um computador, a sentimentos e a almas torturadas.
A eterna procura pela minha felicidade não acabou, ainda está no ínicio mas, percebo agora que não está em pensar nela mas, em vivê-la, viver os amigos, os copos que embatem num brinde, as conversas a meio da noite, os mergulhos na noite com o riso de quem de mim gosta, o riso de uma piada, um encontro de amigos que há muito não se vêem, uma corrida na praia, uma passagem nas ondas, uma viagem na estrada.
Acabou o tempo para pensar, agora é hora de sorrir, sempre fui uma pessoa para se sentir bem, do que suportar a dor, não faz sentido.
Caminho agora na rua, e ouço os pássaros chilrear, há pessoas presas aos seus fantasmas e problemas, na verdade, é tudo tão simples, respirar fundo e dar um passo em frente é tudo o que preciso fazer.
Ainda tenho muito a crescer, no entanto se pensar menos nisso, acredito ser mais feliz.
Ninguém vai soltar o mal em mim, mesmo que tente.
Os Danados(Uma autópsia das mentalidades kafkaeskas e da cultura pop) - Um título pretensioso
Chamam-me Estranho
Apelidam-me de incomum
Sou nem um nem outro
Sou a música no vinil
E o mais egocêntrico
Dizem-me parvo
Acho que dou mais numa de chato
Não gosto de pasuas ou rotinas
Um salto e uma bateria
é a minha perfeita sinestesia
Dá-me energia
Nem que as pernas desistam
Penso demais
E por vezes não pareço fazê-lo
Sou imprevísivel e complicado
Sou um caso à parte
E um disco riscado
Usa-me e engana-me
Saberei mais do que julgas
Sou incompreensivel e inimigo
Mas, sem quem não é meu amigo
Quem sou eu?
Senão quem não sei que sou.
Fixe,Fixe, Fixe.
Chama-me de tudo
Apenas dá-me mérito
E não me chames genérico.
Apelidam-me de incomum
Sou nem um nem outro
Sou a música no vinil
E o mais egocêntrico
Dizem-me parvo
Acho que dou mais numa de chato
Não gosto de pasuas ou rotinas
Um salto e uma bateria
é a minha perfeita sinestesia
Dá-me energia
Nem que as pernas desistam
Penso demais
E por vezes não pareço fazê-lo
Sou imprevísivel e complicado
Sou um caso à parte
E um disco riscado
Usa-me e engana-me
Saberei mais do que julgas
Sou incompreensivel e inimigo
Mas, sem quem não é meu amigo
Quem sou eu?
Senão quem não sei que sou.
Fixe,Fixe, Fixe.
Chama-me de tudo
Apenas dá-me mérito
E não me chames genérico.
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