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quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Em Revisão


Se fosse um livro...

Se eu fosse um livro, poderia de mim ler uma história.
Capítulos e parágrafos, notas de rodapé e páginas soltas. Uma longa história de desventura e contradição, alguns momentos dignos de recordar, outros simples momentos a apagar.
Sem rimas e musicalidade se fazem os últimos relatos, menos momentos bonitos, alguns mais introspectivos.
E é nestes momentos em que gostaria de ser um revisor. Um senhor com um prefácio no nome (doutor ou apenas excelentissimo senhor), e rever tudo. Pôr tudo em análise, e avaliação.
De pena da mão, e respeitável olhar crítico que tantas obras produziu, iria olhar perplexo para esta história. Começaria a riscar, e a transcrever (ora portanto a rever, como digno revisor faria).
Começaria com um simples toque de tinta vermelha ou roxa, e apagaria algumas passagens. Alguns momentos de dúvida, outras memórias penosas.
Cada linha seria uma passagem mais forte, movido e apaixonado pela história, sentindo-me personagem, tentaria capturar-me nos olhos de outros.
Mas, este revisor não consegue escrever algo de novo, não consegue mudar o rumo, nem pôr o pretendido em novo pedestal.
A história era complicada, disso não há duvida. Mas, não consigo escrever-te de forma perfeita, a tua imagem é distorcida e não consigo ver a tua figura definida.
Largo a pena, desistindo.

Se tu fosses um livro...

Serias sobretudo passagens censuradas aos meus olhos. Sem nunca poder ver a figura completa, estarias apagada.
Citações e parágrafos completos rasurados. Cabeçalhos e períodos completamente omitidos.
E veria-me como um nome num index, parte do índice mas, sem nada que me ligue. Pois nesta história nunca soube bem quem fui.
Roubo as palavras que escrevem a tua história, e tento percebê-las, quem foste, e quem és, não sei. Já tentei fazer tantas vezes o teu retrato, e nunca consegui descobrir quem és.
Sou o revisor mas, não consigo retratar-te de forma perfeita, falham-me as palavras e faltam-me os factos.
Portanto as mais firmes e reais palavras nunca representarão nada, pois não sei bem o que estou a representar. Tudo o que pensava conhecer era relativo.
Foste um enigma do qual nunca tive resposta.
E na hora do adeus, na hora em que me abandonaste, pude concluir que na tua história, nunca vou saber quem sou, nunca mais vou saber quem deixei para trás.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Talvez devesse escrever menos,e conformar-me mas, não me conformarei a testemunhos inversos, sou a porra de um raio de luz


Levo-me demasiado a sério.
Esforço-me para mostrar que ainda tenho capacidades escritas, talvez procurando calma, talvez simplesmente porque sem isto sou nada.
Não tenho talentos nenhuns nesta vida. Não sou nenhum desportista, nem sou um senhor.
Vejo nas palavras uma saída fácil à falta de talento, pois sei que posso plagiar tudo o que alguma vze foi. Não tenho a certeza onde existiu mas, por certo que antes de mim já houve tanta coisa igual a esta.
A minha escrita não é nada especial, é bastante ordinária e simples. Nunca igual à daqueles tipos sobredotados na revista.
Repito palavras sem fim. Repito-me inconscientemente, numa espiral de repetição, acabo por morder a minha própria cauda (chama a isto metáfora).
(Chama a isto o que quiseres)
Sinto-me desinspirado, sem nada a escrever.
Começa então o medo de novo. Pois agarro-me à escrita com tudo o que tenho, pois é tudo o que sou.
Nas palavras fiz a minha casa.
Não posos deixar o vento levá-la, a esta casa que construi de sonhos.
Apaixono-me todos os dias mas, as palavras são as minhas juras de amor, do qual apenas peço que não me traiam.
Por favor palavras não me abandonem, sem vós quem sou eu?

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Break The Silence With The Night


Silêncio. As avenidas encontram-se abandonadas ao silêncio, as suas estradas estão entregues a um frio e morto silêncio, os destinos cruzam-se no silêncio e a vida esmorece na luz da noite, o silêncio engole e retira a vida à mais ténue luz. Fazendo-se acompanhar de sombras e da imaginação o seu pano negro cobre o consciente e invade a vida, o silêncio apaga as vivas almas das estradas e assim silencia o mundo.
Resta pois apenas paisagem urbana, presa nos cordões da imaginação e da natureza, pincelada pelo mito, onde os prédios e as árvores sucumbem ao desconhecido da sombra, e o silêncio vê na luz dos candeeiros a chama da calma, a calma fria da noite, encerra o mundo, e esta paisagem é quador, quadro de toda a aparência, de toda a calma antes da tempestade, não só literal como metafórica a tempestade encontra-se em dois sítios, no meu mortal peito, e nos imortais céus, testemunhos do tempo.
O quadro mantém-se quieto ams, levanto os olhos em direcção ao céu, afronto Deuses ou entidades para me aclamarem, os ideais fazem de mim herói desta epopeia urbana, simples sonhador de escrita como arma, com olhos que ousam beijar os céus, a chama ardente do meu coração, a problemática da minah respiração cria oa rdor em mim, cria a revolta e a amargura e o olhar que lanço aos céus é acompanhado pela marcha triunfante do bater do meu coração.
E então ela cai.
Espelho de alma, espelho da memória, cai a densa chuva, levantando uma cortina que me envolve por completo, e a orquestra começa a longa dedicatória ao tempo, e a paisagem sinistra do silêncio é quebrada, e eleva-se a apatia. Os olhos amargurados são agora limpos por todas as gotas de água que me lavam de pensamentos, sou livre por fim.
O coração eclodindo a cada passo dado, enfrenta a chuva, chuva que sela as memórias e os espíritos dentro de suas casas, torna a cidade e as suas avenidas um deserto urbano no qual a minha imaginação percorre as vielas despertando em mim a liberdade e uma solidão libertante, sozinho com a natureza, no meu estado mais puro na terra, cada apsso pelos caminhos desenhados no chão fazem este pobre coração bater mais depressa.
Quando finalmente encontro descanso na areia, perdido numa praia abandonada,a chuva a cair-me na cara lavando-me de todas as cordas à realdiade, ouço o quebrar da orquestra da monotonia. Queda inevitavel de relâmpago, o marchar de tambores é a marcha para a qual o meu coração trabalho, de braços estendidos e de sorriso na cara, sinto-me vivo. A luz e o gritar dos céus tornam-me mais alto e mais vivo que qualquer outro ser, não há receio nem medo, uma entrega completa ao destino inexistente deixam os meus hábitos de jogador decidir por mim, a tempestade é a minha mais confortável casa, a casa da minha eterna inquietação.
A tempestade é a música que entoa o meu coração. Perdido nos meus sentidos e na minha imaginação, e tudo parece lá tão atrás.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

The Lonesome Crowded West


Estradas. Longos caminhos que percorrem as paisagens da minha terra, ligam-me o conhecido ao desconhecido, penetrando pela minha visão adentro e desaparecendo no horizonte, desaparecendo no meio do nada. O horizonte parece-me sorrir de novo.
Ver a estrada traz-me memórias, memórias de uma criança sonhadora que em mim nunca desapareceu, memórias de uma criança que sonhava em suber e descer vales mas, essa criança cresceu e as caminhadas nas montanhas foram agora substítuidas, o desejo da simples observação, de me apaixonar através do vidro do carro, destes sentimentos precários e eloquentes já pouco resta.
Agora tudo o que parece apenas resistir, apenas se mantém e ainda cresce, é o desejo de desaparecer no fundo da estrada, de chegar a um local onde ninguém tenha estado, onde apenas a minha imaginação me pode levar.
Imaginação. Esse brilhante trapézio que me lança do conhecido para o desconhecido, parando o coração em pleno salto, congelando os segundos entre o antes e o depois, salto pois sem nunca olhar para baixo, para o mar o mar de dúvidas. Pois a vida é um trapézio sem rede, e cada escolha deve ser vista como essencial.
No entanto nem sempre foi assim. No seio da minha família outrora via uma rede que nunca me deixaria cair no mar, no mar de onde pouca gente consegue voltar.
Mas, hoje em dia a percepção é maior, e vejo que na família não me posso sempre fiar, e os sonhos peculiares de crianaçs, deixam de ser sonhos, e tornam-se simples esperança, esperança que uma estrada nos perca no horizonte, esse desejo nunca perece.
Portanto esta estrada pode ser a minha hipótese, pode ser a solução, pode ser o salto do trapézio, a viagem a solução, que me leve ao desconhecido, e esse desconhecido pode ser o que eu sempre aspirei a encontrar.
Na estrada deposito esperança, amsi que esperança, deposito o meu coração, pois casa é um conceito que começo a não ter, e desaparecer no horizonte parece a única casa que a lar posso apelidar, poderei estar enganado. Mais uma dúvida.
Mas, por enquanto darei asas à criança em mim, darei asas ao pensamento de quem sou, e imaginar-me-ei perdido nas estradas, montes e vales, e questionar-me-ei se alguma vez os irei realmente caminhar

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

What Ever Happened To The Rain


Sentado no meu quarto, na escuridão e conforto do meu lar, sinto-me em falta do espírito do Outono, do leve toque das mãos do frio da melancolia sazonal, sinto a falta das nuvens no mar que engolem o barulho e regem o silêncio que trazem a melancolia e o pensamento, e sinto a falta da brisa marinha nas manhãs chuvosas onde sou o único caminhante nas ruas abandonadas, onde são as minhas mais brilhantes euforias e fantasias em jogos de percepção durante tardes nas ruas solitárias.
Este sol precisa de um descanso, de guardar os seus brilhantes raios pois o som da chuva deixa saudade nos meus ouvidos, e o som do vento na minha janela parece agora uma memória distante, o conforto na solidão de uma manhã chuvosa é à muito uma ilusão e estas ruas que ecoam gritos e memórias precisam de ser lavadas de novo para dar lugar a novas histórias, a chuva tarda em chegar, e o meu espírito levar.
A energia esgota-se do meu corpo, e este sol é agora uma simples música de Verão que o meu corpo não consegue acompanhar, estou pronto para ritmos mais calmos, ritmos melancólicos e de vagarosas valsas que me apaixonem no conforto do meu cansaço, o Outono é a canção de embalar que nunca mais me vem acalmar, e os meus olhos castanhos olham o céu azul em busca de nuvens mas, bons prenúncios nunca mais parecem chegar.
As ruas isoladas na solidão da noite são as mais vagas emmórias desses tempos, e é sentado no chão do meu quarto, aguardando uma nova enchente de melancolia que imagino os mais épicos sonhos, os mais brilhantes devaneios do meu espírito melancólico. O clima não condiz com o pensamento.
É nestes sonhos que sonho construír um barco. Numa qualquer colina, pinto-lhe o velho casco de cores mortas em ode simbólico da minha vontade, reparo as tábuas velhas e gastas, e vejo a chaminé a deitar lentamente fumo provenienets da caldeira, o som leve e repetitivo do fogo a crepitar, sons confortantes dessas épocas onde sou apenas eu e os meus pensamentos. E esse barco, também ele sonha, pois ele é tão Eu como Eu sou Ele, somos um só, a minha vontade acaba na sua chaminé, e o convés dele acaba no meu peito dilacerado por um coração. Ele sonha, ele sonha com o mar.
Tal como eu, os nossos olhos põe-se no horizonte, e desejamos o mar, o som das amarras a apertarem-se com a brisa marinha, um isolamento com o breve e confortante acompanhamento da chuva, onde todos os sentimentos podem sair livremente, o barco sonha com o mar, no topo da colina onde reside, e eu sonho com a chuva que o vai tirar de lá, e descer as ruas desta cidade abandonada, olhando para tudo, e levando-me em direcção para onde o meu coração bate, esse destino será um sonho, um desejo de um cansaço ou algum sítio real, isso cabe ao meu barco me levar, em tons de valsa com as chuvas de Outono a acompanhar

Não sou original


Não o sou! Não importa o que digam ou o que pensem, de originalidade nada tenho, tudo o que sou, já muitos foram antes, tudo o que escrevo, já foi escrito por outros, eu sou assim uma repetição.
Não diria uma imitação idêntica de alguém ou de algo porque, não sou uma cópia, eu não finjo ser alguém, nem me faço passar por nenhuma pessoa em concreto, pois embora imitação seja a forma mais honesta de elogio, seria algo idiótico limitar-me dessa forma, ser uma simples sombra.
Continuo a afirmar que não sou original mas, nunca serei uma cópia de ninguém, nunca serei um Vonnegut, Salinger ou Gaiman, pois todos esses tem nome, e eu também tenho um, e é um dever natural fazer desse nome alguma coisa, dar-lhe a minha própria história.
E ambiciono ser original mas, nunca o vou conseguir ser, ninguém o realmente é, porque o nosso pensamento é sempre construído por algo que nunca foi nosso, somos estimulados pelo exterior e pelos outros.
Quando nos olhamos ao espelho, seria superficial ver apenas o nosso reflexo, seria um acto inconsciente e automático, um reflexo apenas físico.
Nós não somos simplesmente nós, desde que nascemos que aprendemos com o que nos rodeia, e portanto também com as pessoas, quem julgamos ser, é quem apresentamos ao mundo, e quem somos nós então, senão pensamento, ideias e ideais de outros?
É portanto muito subjectivo, quase impossível ser original, único, pois somos todos parte daquilo que outros já foram. Invejo os verdadeiros originais, que não pertencem a nenhum grupo, que são os precursores de tudo, aspiro a um dia ser assim, original.
Mas, sou limitado e aind anão descobri esse caminho para iluminação de consciência, e até lá nas minahs palavras estão os pensamentos, as ideias, das pessoas que construíram o meu ser. Quem eu sou, o que escrevo, tudo isso são fragmentos de almas de todos os que de mim fazem parte.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Sigh's Are A Progressive Way Of Work For Modern Times


Encontro-me sentado. Olho para a parede mas, não olho realmente para nada, os meus olhos estão vidrados em pensamentos. Suspiro, e quando o faço sinto a vibração em todo o meu corpo, todos os cantos perdidos da minha mentem aliviam-se por ténues segundos, encontro-me portanto sem nada fazer.
A luz ténue do candeeiro ilumina os inumeros rascunhos de disciplinas variadas pelo qual não revelo um grande interesse, apenas me parece o mais indicado. O meu coração bate lentamente, perdido numa canção melosa, a intoxicar-me com um peso na minha consciência, e os olhos semi-cerrados continuam a fixar a parede, ainda me encontro parado.
Debaixo dos mais variados medicamentos, Diprosones, e Ortodrexes, encontram-se fotos de momentos aleatórios, tardes bem passadas entre amigos e de momentos dignos de captura, podia suspirar por cada cara sorridente nelas, neste momento sou apenas um observador ligeiramente enfastiado, bastante concentrado em nada. Inumeros relógios certos apontam as quase nove horas da noite, acaba de passar mais um dia em que nada aproveitei, mais um desses dias.
E olho pela janela, esperando uma brisa mas, o vento frio da noite não surte nenhum efeito em mim deixo-me ficar debaixo da luz do candeeiro.
Tranco todas as portas e ponho a música monótona a tocar, preciso de acender um pouco de vida aqui, olhando para a cama que me chama esboço um fraco sorriso, e numa caminhada lenta fico a olhar a estrada.
Perco-me entre olhares e divagares, e não sei bem o que sinto, outro suspiro daqueles que ressoa em mim prepara-se para sair. Vagarosamente volto a sentar-me na cadeira. Perco-me a escrever, a noite ainda foi útil

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O meu próprio caminho


Estou perdido neste caminho, que tantos parecem achar errado, é no entanto o meu caminho.
Poderia então desistir desta caminhada, que tantos parecem achar incorrecta mas, não há valor em desistir de quem sou, sou o meu próprio apoio, é de minha vontade que faço esta caminhada, sou eu sem pretensão e orgulho, apenas vejo em caminhos diferentes uma forma de me conhecer melhor.
Esta procura do ser entra em ruptura com o caminho calmo e racional delineado pelo senso commum, pois eu por vezes aparento estar sozinho nesta caminhada minha apenas mas, não me encontro perdido, não é preciso um local de chegada para chegar a sítio algum.
É neste momento, o meu conforto. Não ter um sitio aonde tenho que chegar, esta perspectiva dá-me uma infinidade de opções, fragmenta o meu destino e lança-me no nada, e o rumo deixa de ser uma estrada, o meu caminho torna-se num oceano, um oceano interminavel onde me posso perder em vias e decisões, um oceano de escolhas.
Por cada local que passo, conheço opiniões, conheço pessoas diferentes, e mais do que amizades e contactos estabelecidos, conheço caminhos e estradas. Por vezes não são as vozes dessas pessoas que mos indicam, por vezes sou eu que vejo por entre palavras e ideias, são oportunidades de mudar, são escolhas a tomar.
E quando estas vozes me abrem caminhos, eu agradecido recuso, pois essa não é a minha história. Eu não sou escolhas nem indicações, onde fica a vida no conformismo dos caminhos caminhados por outrem?
Complico o fácil. Sou criticado por tal. Por optar pela diferença, por ser peculiar. Eu não sou nada desses adjectivos, apenas escolhos os caminhos menos prováveis, se isso faz de mim diferente entã ainda melhor, mais díficil se torna seguir o meu caminho.
Seguindo este improvável caminho apenas temo a trivialidade pois nada receio mais do que uma vida comum, são capítulos estes que escrevo, é esta vida que eu teço.
Pois, então não me indiques caminhos caro amigo, pisadas tuas eu não sigo. Nesta história, neste caminho que percorre a única coisa que se segue pisadas é a minha sombra que atrás de mim me acompanha, lembrando-me as escolhas deixadas para trás

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Jogo de Palavras


Jogo com palavras. Lanço-as ao ar e trago-as de volta sob nova forma. Não sou poeta, sou um simples acrobata.
Todas as palavras que minahs são, são de um idioma que apenas a mim me faz significado. A minha alma de empirista não coincide com a tábua rasa de todos que a minha palavra lerem, são apenas substantivos, adjectivos e toda uma carga de categorias mas, para mim nada mais são do que a minha expressão. As palavras são tragos do mar salgado que é o meu coração, e tudo o que lês de mim é apenas a tua percepção.
Pois as palavras rodam-me entre os dedos, imprimo sentimentos que são meus e sou o único que estas palavras entendo, o que lês é a tua própria inspiração, é o que sente o teu coração.
Pois a memória e o ritmo do do sentimento que escrevo, faz do meu idioma trapézio. Saltando de sentimento em sentimento o significado que lês não é o significado que tenho em mente, é tudo somente o espelho da tua mente que elucida-te sobre o que sentes.
Sou ilusionista de palavras, e tudo o que vês como meu, é apenas um significado teu. Apenas a mim este truque encontra vida, quando o encontrares serão palavras que com o teu significado irás lidar, a que vida orás dar.
Este texto é uma casa desmontada que cada leitor e que tu irás alterar, pois estas são apenas palavras, a que tu irás uma história dar.


Sou jogo de palavras que nunca irás identificar, o que eu uso é o que tu irás usar, e destas palavras, todos vós um jogo de palavras irão criar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

I'm In Love With A Song


Estou apaixonado por uma música. Não é uma música qualquer, feita num simples estúdio num álbum de reconhecimento público, não a ouço na rádio, não toca nos meus inumeros cd's que ocupam as minhas paredes azuis mas, por ela estou apaixonado.
Ninguém a ouve, só eu, apenas eu delimito os seus versos, o refrão, a introdução, a ponte entre quadras e tercetos, e as harmonias invadem-me os ouvidos, ouço-a todos os dias, apixono-me por ela sempre que ouço o primeiro acorde.
Não detecto as notas, não procuro localizar como foi feita, não a consigo planear nem a localizar no espaço/tempo, ela rompe todas as leis da natureza, e a sua frequência inaudível enche-me todos os dias com novos significados para palavras mas, contra poetas e pintores, ela não segue o orpheu, ela não esquece nada atrás, ela apenas reinventa, ela dá-me novos olhos.
Estou apaixonado por uma música, não por palavras alinhadas por fonética e conotação, não pelas metáforas e trocadilhos interessantes mas, pela forma que me faz sentir, pela sua essência, é uma canção mas, não foi escrita, nem foi ouvida, e uma canção pode ser uma canção sem a ter ouvido?
Pode, porque sinto cada tecla, e se eu fechar os olhos, à noite, sob o céu estrelado consigo ver ondas azuis a percorrerem as avenidas por onde caminho, a ecoar, tão frágil e bonita, tão única e simples mas, poderosa e mesmerizante. Mas, se a imagino, será ela real?
Estou apaixonado por uma música, quando a ouço, sem ninguém a ouvir, sinto passos em cada toque do piano, cada colcheia é uma sarda na sua cara, cada clave de sol é um pouco do seu lábio, cada acorde é o toque dela, cada batida de uma bateria solitária, é o som do seu coração, o baixo que pauta os ritmos é a presença angelical dela, cada som do violino é o som da sua voz, e sei quem é ela, sei porque só eu a ouço.
Estou apaixonado por uma música, só eu a ouço e mais ninguém, é a música que mais adoro de todas as músicas que já ouvi, quando a ouço imagino olhos verdes em que me perco todos os dias, e em que penso todos os dias, os versos são o dia 28, o dia 29, por vezes ouço dia 9, e lembro-me de que música é esta.
Estou apaixonado por uma música, uma canção, a harmonia perfeita que está sempre comigo, que me faz sentir feliz, és a melodia que eu quero, és a canção que vai estar sempre na minha vida.

E é uma canção bonita, é a canção mais bonita da minha vida, e é só minha.


Adoro-te

terça-feira, 25 de setembro de 2007

I Am Who I Am



Quem sou eu? Em poucos passos racionalmente fáceis de seguir, em passos que todos entendem, que naturalmente seguem, eu podia-me descrever.
Sou Pedro Pereira, 16 anos, cabelos encaracolados, português, europeu, terráqueo. Mas, limitam-me a tantas classificações, quando nasci estaria eu já classificado, seria eu só mais uma limitação da sociedade, um nome que o governo ou alguém me deu?
Não me sinto diferente de um espanhol, de um francês, não percebo fronteiras imaginárias de ódios e histórias que ninguém recorda. Quando os meus olhos se abrem e manhã e olham o céu, sinto que sou mais do que aparento ser.
As pontas dos meus dedos são as nuvens que pairam, o vento que me percorre por debaixo dos braços toca-me nas asas que eu não tenho, inspiro o ar de distâncias que nunca conhecerei, e nesse momento, em que o céu e o meu coração são um só, quando sou as nuvens, quando os os meus olhos são a liberdade, sou mais do que um europeu, um português, do que alguém, eu não sou uma pessoa, ninguém o é no sentido lato da palavra, todos somos algo, apenas precisamos de nos sintonizar,, e por vezes a mente não deixa.
Eu sou o céu, sou o ar, eu perco-me em quedas livres no desconhecido azul, calmo e apaixonado pela liberdade da queda, porque as asas que não tenho, são as asas que a minha alma ostenta, a frescura que me percorre o corpo é a liberdade que me solta, sou livre, eu sou o vento, eu sou o céu liberto e sem fim, sou os castelos nas nuvens com que todos sonham, esse é o meu mundo, e não é um papel, não é uma sociedade que dirá o contrário.
Porque sou tão português quanto o canadiano, porque sou tão europeu quanto asiático, porque ser humano é apenas parte de quem somos, o conceito da alma é pouco credível mas, sou a expansão, eu quero ser o céu, porque quando estou junto dele, porque quando toco sei que eu faço parte de algo maior, faço parte de algo interminável, eu esvoaço ao vento, porque o vento é a minha vida, o céu e a liberdade da estrada aberta são o meu sonho, são o local onde Eu sou Eu.
E então quem sou eu? Eu sou humano, sou uma pessoa mas eu sonho, sonho que um dia, vou fazer parte desse céu, que vou ser o vento, que o bater deste coração vai ceder e eu vou finalmente voar no vento, jovem e perfeito mas, eu sou mais do que isso.
Não sou o que a ideias distorcidas das pessoas julgam, não sou o que faço, não sou o que digo, eu sou cada palavra que escrevo, cada linha. Sou cada sonho que tenho, sou cada música que ouço, sou cada lágrima que deixo, não sou alguém, eu sou aquilo que deixo arpa trás.
E portanto quando for a minha altura de voar,d e deixar este mundo, eu não vou ser Pedro Pereira, português, europeu, lisboeta, cidadão do mundo, eu vou ser parte do mundo, e eu vou ser as palavras que disse, vou er cada frase, vou ser cada verso, tal como todos sou uma música, e vai ser uma música feliz, porque a minha vida é feliz, porque o amanhã está nas asas do vento, porque tenho motivos para ser feliz, porque todos somos músicas, eu quero ser versos felizes nessas músicas, eu quero ser feliz e fazer toda a gente ser feliz, porque todos são o vento debaixo das minhas asas.
Eu sou tudo o que faço, e sou todos vocês, sou todos os sorriso, sou cada momento, e vocês fazem parte da minha música, quero ser parte da vossa.


Adoro, vocês sabem cada um quem são, são a minha luz, e o meu sorriso.

Eu sou apenas o vento, e sempre serei o vento, eu quero ser liberdade, eu quero ser o céu aberto,e enquanto vos tiver a todos sei que o sou.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Words Are Meaningless, When Kissing You Is All I Want To Do


Poderia fingir que não sinto o que sinto para que o mundo não andasse atrás de ti, a perguntar-te, para que conseguisses ser mais feliz e não ficasses desconfortável pelo que as pessoas dizem e pensam mas, eu quero pdoer gritar isto a todos os cantos do mundo, quero poder dizer a todos estes corredores, a todas a estas almas na rotina, que eu encontrei a felicidade, que eu encontrei o mundo nos teus olhos, e encontrei em ti, os meus sonhos.
Não consigo forçar-me a afastar a mão da tua. A manter os meus lábios afastados dos teus, a não poder abraçar-te, de não poder dizer aquelas coisas que eu espero o dia inteiro para dizer aos teus ouvidos, simplesmente quando te vejo, não me consigo conter, declaro-me ao vento para que as minhas palavras de adoração voem pelo mundo fora, encontrando as pessoas e sussurando-lhes que a felicidade existe e que eu estou completamente perdido nela, e portanto, não consigo manetr-me calado, quando a pessoa mais bonita, quando os olhos mais desejáveis se encontram ao meu lado, e por isso o mundo sabe. O mundo sabe que os sonhos são reais, que há no céu um espaço onde os deuses não conseguiram agarrar e conter a minha estrela, que eu de todas as pessoas, fiquei contigo.
Fiquei com os teus olhos de esmeralda que olham os meus, fiquei com a tua voz que me sussura as frases mais lindas da minha vida, com as orelhas mais adoraveis e beijáveis que conheço, e depois tenho os teus lábios, finos e delicados que eu gosto de manter sempre junto dos meus, e o mundo não está prepaardo mas, devia ouvir o que eu tenho para dizer porque enquando as silhuetas deste mundo continuam noa anonimato, eu encontrei-me e encontrei a minha felicidade, e embora seja recente, quando sinto as minhas mãos nas tuas, de dedods entre-laçados, quando me beijas, quando dizes que não queres que vá, eu sei que te quero mais que ninguém, sei que quero fazer-te só feliz, quero que este sonho não acabe, quero estar contigo.

Christinne, estar contigo faz-me viver, ver-te faz-me ver, abraçar-te faz-me respirar, beijar-te faz-me sentir de novo, e grito a estas ruelas o teu nome, porque deste-me vida.


Eu não te largo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

I Want To Jump Into The Sea Of Lights




And Dreaming Of You Is Something I Long For, Being With You Is Something I Want, And I Count The Seconds To Be With You Again.

Walking With YoU Down The Streets, Makes The World Everchanging In Echoes Of My Dreams


Rasgado pelos prédios altos da cidade, o céu cobre os nossos passos como se de um manto de sonhos e de tempos passados se tratasse, o memso céu onde tanta felicidade viveu debaixo, onde tantas pessoas, onde tantos amigos, amantes, e agora esse emsmo céu é o testemunho de nós, e a snuvens parecem a criação dos meus desejos, garndes e abstractos tais como os meus sonhos.
O céu rasgado pelos prédios,e sses prédios quandoe stás por eprto não são meros centros de troca ou velhos testemunhos da vida citadina, são uma forma de eu poder estar mais perto dos meus sonhos, estar mais perto de ti, mais perto do reino onde tu andas, e tal como nos meus sonhos em que construo torres para te albergar, para não te deixar fugir deles, e neste mundo apelidado de real, consegues torná-lo quase no mundo de sonho, apena spor estares lá, quando falas teces teias de memórias, linhas imaginárias que percorrem a cidade, e nesse momento, quando me fazes rir, quando tu christinne falas, o passado, o presente, e o futuro juntam-se e todos debaixo do mesmo céu, do céu formado a partir dos meus sonhos ao que a tua essência, os teus olhos, as verdades esmeraldas que juntamente com os meus desejos formam o meu telescópio de esmeralda, o que dá o nome a este blog, o telescópio em que os sonhos e as perspectivas distorcidas banhando o mundo de sonhos, de memórias, e do céu cai o coro das memórias de todas as pessoas, e este cenário apocalíptico vem todo iluminar a estrada sempre a descer que percorremos até ao local onde o céu e o mar se unem e criam o horizonte, horizonte de memórias, um horzionte que quero criar contigo.
E olho-te sentado junto aos corredores que me levam para todos os locais menos o que eu quero, que é sentado junto a ti, e a minha boca esforça-se por te pedir que não vás mas, seiq ue se o fizer, a dor é demasiada, porque a cada palavra que me prendes neste mar de sonhos que torna o meu mundo, e o meu mundo dos sonhos num só, apenas e simplesmente porque a tua presença muda tudo, transforma e esculpe as nuvens, és a rainha dos sonhos, e eu quero guardar parte dessa essência para mim.
E olho-te antes de me ir. As melodias do céu, as ruas que percorremos, murmuram e continuam a chamar-me e enquanto que preparo-me para o adeus, a sombra abate-se e a Lisboa formada por ti começa a perecer, e eu sei que se ficar, se enfrentar o ódio da minha família ia manter a chama da cidade mais tempo acesa, ia ficar feliz mais uns minutos, e ia ficar contigo, e rezo que os relógios deste mundo parem, e olho-te, com o sorriso que parece esculpido em mármore, elegante e fr´gil, e os teus olhos verdes a brilharem, quero que o meu sussuro, pare isto, tal como pára nos sonhos, não quero proferir a palavra, quero esconder-me nas penumbras que crias com os teus sonhos, não quero alrgar.
E infelizmente, o sonho acaba e eu vejo-me puxado para longe de ti, e enquanto vou no comboio todo o caminho muda avisando-me prometendo-me que te vou evr, e nessa notie, o mue mundo foi um sonho, e os sonhos foram um mundo, só tu esculpidora, caminhante me fazes isto, quero guardar-te junto de mim. Por muito tempo.



És o sonho, deste sonhador perdido em mundos criados por ti


Existe conforto ans tuas palavras, esperança na tua voz, um mundo nos teus olhos, uma vida no teu sorriso, e um sonho em cada gesto

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Petite Christinne


Fotografo-te. Não preciso de lentes, de maquinetas produzidas em massa, nem de polaroids queimada com luz e pequenos números que identificam as cores, apenas preciso dos meus olhos, apenas preciso dos teus, para criar uma memória, uma imagem tua, algo que quero que fique para sempre marcado em mim. Quero que o teu sorriso me fique preso nas palavras, o som dos teus passos nas ruas que descemos, e o teu sorriso a ressoar nos meus ouvidos, prque nenhum retrato alguma vez conseguirá te retratar como eu te vejo, o quanto se esconde atrás ods teus olhos, o quanto os teus movimentos me cativam, nunca conseguirei explicar como tu és alguém que se destaca de tudo, desprende-se do comum, enaltece o incomum, e no entanto consegue fazer uma combinação, uma equação que o mais genialo dos matemáticos falha em concretizar, onde o físico não consegue provar, onde única explicação é que és espantosa, por inatismo, e ficas presa na minha mente, em sonhos, em sorrisos, em palavras, prendes as palavras em ti e mudas-as conforme o teu desejo, conforme o teu espírito, imprimes identidade nas palavras como se elas fossem proferidas pela primeira vez.
As tuas sardas pintam a tua cara como se Van Gogh abandonasse os traçados do movimento, e ficasse parado a contemplar, e completando com toques que ele não ousa rabiscar, pontos que para ele são como milhares de objectivos que nunca te farão jus, e portanto ficas assim, com sardas, naturalmente belas que te realçam, que me mostram os teus olhos, que me polarizam para ti.
Os teus olhos verdes, que me lembram os camposa da primavera, que registam um mundo, que servem de portas circulares, anéis que perscrutam o exterior e guardam em si um mundo, um mundo que eu quero conhecer, de que quero fazer parte, porque quero olhar para dentro dos teus olhos e que vejas nos meus que quero fazer parte do teu mundo, porque dentro de ti, sei que há toda uma nova vida para eu conhecer, para eu poder vaguear, e sentir-me como se tievsse começado tudo de novo, porque em ti, está feliciade, que por vezes parece-me enganar mas, eu sei que por trás deles, está feliciade num mundo novo, que eu quero tanto fazer parte e portanto nesses teus olhos verdes de planicies distantes deposito as esperanças de um dia entrar.
E no teu cabelo que tanto mudas, que tanto te divertes a mudar de penteado, vejo a tua personaldiade, vejo a tua vontade, os teus gostos,a delicadeza com que te transformas como consegues melhorar o que por si só já é dificil de melhorar, e no entanto, não acabas aqui. Os teus lábios finos e subtis esboçam risos simétricos com a tua face, e cativam-me, como se linhas e suaves tingidos de vermelho tivessem tocado a tua face, e criado um simples, mas sublime, e irresistivel sorriso, que consegue mudar a forma para outras expressões que conseguem retratar a tua alma, algo que eu com palavras não consigo alcançar, que eu tento mas, que me falha a essência que tu tens que é tão dificil de capturar.
E nada disto seria real, anda disto seria uma aritmética inquebravel e indecifravel se não estivesse ligado à forma como caminhas, à forma como falas, aos movimentos suaves que não crtam bruscamente e acidentalmente oa r, mas sim trespassam como uma leve brisa que acompanha o vendaval, como a calmia de um temporal, controlas o ar que te rodeia, e és elegante, delicada e alguém cuja forma de ser complementa e cria a Cristina, não estás encarcerada simplesmente num corpo no qual nasceste, tu crias o corpo, tu dás identidade, a tua essência prende-se em tudo o que és, em tudo o que tocas, e por isso prendo-me sempre a tudo o que fazes, a tudo o que dizes, como se uma marca formasses, como se partilhasses em tudo o que tocas o que és, e passeias-te neste mundo, elegante e despreocupadamente, modelando tudo com a tua essência, e eu simples pessoa, de versos repetiveis e olhos que não conseguem retratar-te, cativo-me e já tenho saudades embroa tenhas estado à algumas horas contigo, e não quero largar isso, quero apenas continuar a estar contigo, e deambular por este mundo, despreocupado e sem pensamentos, admirando-te.

E por isso não te fotografo, não te retrato, tento apanhar alguma da tua essência e pô-la em palavras, e penso que falho mas, pelo menos tentei, pelo menos agora o mundo sabe que existe alguém especial neste mundo, alguém como tu Christinne.

domingo, 22 de julho de 2007

The Pages Of Our Vacations I - Tavira


Pedras brancas e água que corre por debaixo da ponte antiga que observa o leito de um rio calmo aguardando o passar o tempo, tempo esse que parece não querer passar, as marés não mudam rapidamente o suficiente, e o som das gaivotas longe do mar lembram-me que também eu estou longe da minha natureza, estou longe de ti.
Passou apenas um dia desde que fui até ás montanhas despedir-me entre soluços censurados por um sorriso que teimei em manter firme, e enquanto andei milhas entre os sonhos e o pôr-do-sol, a noite foi longa, e enquanto te aguardo finalmente, o tempo volta a passer espesso e tenho saudades da úncia cosia que me prende a este lugar, alguém que dá vida a tudo o que toca, a minha melhor amiga.
Avisas-me que estás perdida entre flores de Primavera que se mantêm vivas, então avanço pelas avenidas e escondo-me atrás de uma estátua, aaproxiams-te e desisto da surpresa, quero-te abraçar, quero sentir que és real.
E apareces de vestido vermelho, como o mudar de uma estação, trazes o sol, a alegria e o verão contigo, sinto-o na atmosfera,e olhando para o teu sorriso que me descobriu, sei que pela primeira vez não me sinto preso a centenas de km de casa, o meu lar está a aproximar-se de mim. Depressa te levo atrás de mim por inóspitos caminhos onde a luz custa a irradiar, passando por escadarias e arcos de voltair construidos quando eu e tu estávamos longe, o nosso riso ecoa ans paredes brancas, enquanto que a torre do relógio torna simétrico o sítio onde nos encontramos, fica tudo calmo, e somos nós agora os reis do monte, os donos da cidade, o nosso castelo aguarda-nos, e dentro dele, todas as flores que mereces ter.
Debaixo da figueira olhamos o nosso reino, conversamos, e eu sei porque sou feliz, a tua voz suave como seda, e os teus olhos a brilhar ao sol hipnotizam a mais forte e gelada das almas, e eu carvo essa sensação na árvore para que seja um testimónio aquele lugar, que o mundo saiba por onde um anjo andou, depois de mais sorrisos e minutos que parecem segundos abandona-mos o topo do nosso reino e vamo-nos sentar junto a um lugar quase poético, num banco, onde com o teu gentil toque se torna em algo especial.
Olhamos para os parapeitos e contamos histórias da nossa vida futura, e sinto o nosos futuro lar, onde todas as pessoas que gostas vivem, onde relógios que andarão demasiado depressa devido aos bons tempos passados lá, com quadros feitos pela pura imensidão do teu talento, com uma varanda onde veremos a nossa Paris, a nossa Veneza, Barcelona, e Sicilia, quero abraçar-te e dizer-te que é rela, que vai ser real, e ainda é real. Descemos as escadas que antes subimos, sabendo que dura pouco o tempo que estarei mais contigo começo a sair do sonho mas, ainda quero tecer na minha fiadeira mental, linhas de memórias e criar mantos para me cobrir à noite os sonhos, e levo-te a um café de uma das nossas casas, a minha imaginação torna a sala escura numa cidade história e longinqua e continuo a sentir-me em casa, porque ainda estás lá, veneza só é veneza contigo.
Por fim sentamo-nos de novo no banco entre as árvores, onde todas as gerações convivem, os nosssos momentos param o tempo, e nesse momento, para sempre, os jovens serão sempre jovens, os idosos sempre idosos, e nos teus olhos reflecte-se a imagem do teu maior admriador que deseja o parar do tempo.

8-07-07

I Miss You.

Before The Dawn, You Are My Dream




and i am nothing of a builder
but here i dreamt i was an architect
and i built this balustrade
to keep you home, to keep you safe
from the outside world
but the angles and the corners
even though my work is unparalelled
they never seemed to meet
this structure fell about our feet
and we were free to go

In my dreams I keep you safe

You've Been The One That I Call My Dreamwalker.


As luzes ofuscam os meus olhos já cansados, os acordes das músicas que ainda passam no meu computador tiram-me a vontade deir dormir, e,nora saiba que a cama me chama e um dia trabalhoso me aguarda, sei que ainda não é altura de ir dormir. Simplesmente ainda preciso de falar de novo contigo.
Embora não nos conheçamos à muito tempo, eu não me importo, porque cada conversa contigo tem sido algo novo, bom, divertido, e petite christinne não quero largar isso tão cedo, quero acordar todos os dias a ler os teus comentários sobre as mais diversas coisas, o teu amor por filmes, a tua vivacidade, o facto de seres apenas tu. Mas, acima disso tu não me abandonas no simples prisma terreno do qual todos fazem parte, quando fecho os olhos e deixo-me adormecer imagino-me ao teu lado, a falar contigo, a ouvir-te, juntos em paisagens sónicas e distorcidas da realidade, em locais apenas alcançáveis na minha mente, num sitio onde tu és simplesmente igual, num sítio onde és a incitadora do sonho, e não onde o sonho te incita.
Não preciso ser um génio para analisar um sonho, sei que o céu escurecido e a chuva que nos cai enquanto conversamos é parte do que amas, parte de um filme. Podia duvidar da tua realidade mas, memso nos meus sonhos o teu sorriso é o emsmo, e os teus olhos cintilam da mesma forma, és tu, não um sonho, não o meu retrato de ti mas, simplesmente és tu, Cristina, tu caminhas o mundo dos meus sonhos, e encanta-os tornam-me mais feliz quando acordo e acima de tudo fazem com que eu queira estar contigo.
Quero evr-te, quero caminhar por este mundo contigo, quero que sejas importante na minha vida, quero estar contigo, quero poder dizer-te milhares de frases que já foram ditas neste mundo mas, que eu sie que conseguem ser verdadeiras para ti, quero que faças parte da minha vida, Petite Christinne contigo o mundo é algo novo e algo que eu quero descobrir contigo.
Portanto quando a manhã raiar e tirar o meu corpo cansado da cama, eu vou sorrir, porque quando durmo, sou feliz, porque tu estás lado.

Le marcheur rêveur ne cessent pas de marcher, vous ont été si étonnant

Dizes que é dificil de escrever, estás enganada. Com inspiração que me dás, escrever sorbe ti é a coisa mais fácil, que eu gosto, que eu mais quero escrever.


Para: Petite Christinne

sábado, 30 de junho de 2007

You Say You're Down, I'll Hold Back Your Tears


Cabelo alarajado, olhos brilhantes e pincelados, sorriso feliz e geníno, o horizonte é uma coisa estranha como tu dizes, e os meus maiores receios são se a plataforma onde nos encontramos vai ceder à erosão. No entanto as minhas paranóias são todas substituídas por uma confiança total, uma sensação de lar, uma vontade de estar contigo, de saber que existo para ti, quandoe stás comigo, quando me falas eu sinto-me verdadeiramente feiz, porque tu me achas um amigo, porque deixas-me fazer parte da tua vida, ainda agora enquanto transcrevoo este etxto continuo sem acreditar que isto seja evrdade, que a nossa amizade é verdade.
Posso não saber como és minha amiga, como me deixas fazer parte da tua vida mas, sei que queroe star lá, quero saber como é viver uma vida sendo feliz, quero saber como é poder chegar a um período mais lento da minah vida, e saber que continuas lá, que és minha amiga, que estivemos juntos esta dificil vida, e quero pdoer dizer que fui um bom amigo. Todos so dias quando acordo quero impedir as tuas lágrimas, quero fazer-te sorrir, quero dar tudo o que consigo por ti, isto não é o que os outros apelidam de "gostar de ti", isto é simplesmente a minah forma de ser teu amigo, é a minha forma de conseguir agradecer por seres tudo o que e´s para mim, tu consegeus fazer-me sentir invencivel, uma luz que nunca se apaga, e se sou assim, a ti te devo.
Porque quandoe stive mal, estiveste lá, porque quando não me sinto capaz de confiar na humandiade, tu mostras-me como uma única pessoa consegue tornar-me feliz, consegue fazer-me sorrir, e eu não quero perder isto.
Portanto enquanto olhamos o horizonte, enquanto as eternas ondas esbatem a pedra, eu olho para ti, e sei que até ao fim do tempo do tempo em si eu sei que aquele momento é suficiente para eu dizer que fui feliz, fazes-me feliz, és a mais doce das memórias, e eu tenho emdo de te perder. Esse medo vai estar sempre comigo porque não quero que desapareças entre os meus dedos, não quero largar, não me alrgues.

Quando era jovem sonhava em horizontes, países de lingua estrangeira, dialectos de uma vida amdrasta e dura, agora só quero estar contigo, nos meus lugares de infância e olhar para esses horizontes, e agradecer por estar no luagr que sempre desejei, contigo, feliz.



Adoro-te

domingo, 17 de junho de 2007

Reminding Me Of The Names Of An Index


Pronto, ao invés de uma carta ou de um testimonial prefiro-te responder por um sitio não mais privado mas, num sitio onde estão todos os meus queixumes e todos os meus suspiros e aspirações. Sinto-me tão fora do teu mundo Marta e eu tentei agarrar-me, ao longo de todo este ano fiz os meus esforços para me manter, para estar ligado a ti, e no entanto sinto que perdemos o que nos caracterizava, perdemo-nos, por vezes parece que recuperamos aquela faísca mas horários e companhias conflituosas não nos dão espaço de encontro, não nos dão espaço para respirar, para descansar mais um dia, para nos encontrarmos.
Eu não consigo fazer parte do teu plano social, não consigo dar-me bem com os teus amigos (não há grande esforço mas, pronto), não consigo aturar aquelas conversas de boémias, e muitas vezes incomoda-me as simples situações em que nos encontramos, e odeio que tenha que ser assim, odeio não podermos estar a sós e nos divertirmos, e sermos completamente desmedidos no que fazemos e dizemos, porque apenas quando estamos sozinhos conseguimos encontrar espaço para nos movermos, nem com os teus amigos nem com os meus conseguimos manter uma conversa mas, de que vale isso também? Nunca precisámos de mais do que nós para nos divertirmos.
Desde o primeiro momento, primeira conversa que sei que somos completamente diferentes, partilhamos orgulhos e teimosias cansativas mas, de resto eu sou socialmente inapto, tu és uma borboleta social, sempre chocámos entre nós mas eu sei que eu e tu encontramos sempre um plano comum, e desde essa primeira conversa que começou com: "olá, tudo bem? podes fazer download de umas músicas?" que sei que tu vieste para ficar.
Sei que esses sorrisos e expressões sagazes e lacónicas me vão acompanhar sempre que eu disser algo sem sentido, sei que cada diálogo que temos vai ter confusão, peixeirada e discussão mas, sei que irá acabar sempre numa explosão de gargalhadas,s ei que por cada acto egoísta, teimoso, ou orgulhoso estará um: "eu sei,tá?!" ou um "tipo...pedro...nada a ver?! achas?!...." ou num acto de condescência minha mas, o que importa para mim ao fim do dia, não é quem teve razão ou quem disse a coisa mais certa, ou como vou resolver os meus problemas, o que eu penso é que tive uma tarde espectacular com uma das pessoas mais importantes para mim. I won't ever fit in, in your enviroment but as long as i'm in your heart, and you know you are in mine, i will always shine, for your eyes hold the truth.

I Don't Need To Buy Anything.... Cuz The World Is Mine Chica And All That's In It.


És a única pessoa sem ser a minha sweetheart a quem consigo dizer isto desde aqueles eventos fatídicos de à quase um ano: Adoro-te.