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quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Um sonho tri-partido


É no reino dos sonhos que sou Morfeu, o homem da ampulheta do tempo, onde controlo tudo à minha volta.
Crio mundos com o uso da simples imaginação e neles vivo todas as noites, revisitando e mudando a paisagem conforme o tempo passa, e a visão que dos meus sonhos alguém tentar perceber, vai-se neles perder pois é uma canção, uma canção que simplesmente só eu sei cantar.
O ínicio de uma canção que é um sonho, é uma canção no qual sou bombeiro.
Fumando um cigarro, encostado ao carro de combate, olho para o teu prédio branco perdido na imensidão do fundo negro em que se envolve. Sou o único destacado para apagar o fogo mas, quero-te ver a arder acompanhando em sinfonia o cigarro que queima entre os meus dedos.
E gritas por socorro mas, meu amor, já não sou bombeiro, sou agora um astronauta, sem a minha mão, cais no espaço e desapareces por entre as estrelas.
Essas estrelas são agora uma avenida Lisboa abaixo, e sonho que ainda gostamos um do outro, quando acordar vai simplesmente saber bem saber que estava só a dormir.

Nesta canção que é o meu sonho, seria para ti pesadelos durante semanas. Tamanha escuridão e ódio que os recantos da minha mente destinam.

Sonhei que era uma onda, enorme e infinita, bloqueando o próprio sol, abatendo-se sobre o teu barco, reclamando para mim a vida dos teus marinehiros, engolindo-te e atirando o teu corpo torcido para a areia.
E agora sou teu senhorio e despejo-te todas as noites de casa, tranco-te as portas e deixo-te agarrada à maçaneta durante o frio do nevão sempre que tiveres amantes à espera.
E caso entrasses na minha casa, seria um vampiro mas, incapaz de beber o teu sangue envenenado.

Nesta canção que é um sonho, sonhei que era tu, foi o sonho mais bonito que alguma vez tive, onde voltavamos a ser um, como foramos outrora.

Volta para junto de mim pois sem ti aqui não consigo dormir, sonhar, sou apenas um visitante nos meus sonhos, no teu coração.
E sonho agora que te salvo do incêndio por mim provocado.
Rodopio nas ondas abraçado a ti, o nosso beijo uma memória salgada de todos os momentos apaixonados do mundo, e cairemos de costas na areia juntos, como se entregues pela primeira vez ao mundo, juntos na calma de um beijo no caos do rimbombar do oceano.
Só não te salvo de mim mesmo.

E agora, eu sei que gasto milhares de palavras e que estas nunca te chegarão aos ouvidos, nem as lerás, sei que por detrás de todas esta smemórias está uma parede de tijolo, e sei que nunca serei o que foste para mim, amor, é deprimente o que a paixão faz a alguns.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Do que sinto falta


Não foi uma coisa física, não foi uma coisa sentimental, foi algo providencial. Um escape, uma ajuda, um local onde podia descansar, e apenas ver os dias a passarem um atrás do outro.
Porque guerreiro deste passeio já eu era mas, antes, por mais díficil que fosse a luta diária contra o mundo, tentando fazer resistir o barco numa tempestade que é a minha vida, em ti tinha um porto que me socorria.
As milhas que andava até tua casa, os caminhos que fazia para te ver, não eram só por ti. Sou egoísta a esse ponto, de fazer isto por mim, por me fazer bem, por ser aquilo que preciso ou precisava.
Não porque precisava de contacto físico, não porque precisava de um romance de livro, de uma paixão ardente, precisava porque era o que eu amava, era o que me fazia aguentar o dia-a-dia.
Estar deitado na tua cama a descansar no teu colo, a minha cabeça deitada sobre as tuas pernas, os teus finos dedos nos meus caracóis, os teus olhos a olhar os meus. O silêncio do momento, a simplicidade de te adorar assim.
Eram esses momentos que me libertavam, deixava de pensar, de estar preso à existência, e simplesmente esquecer o mundo.
Esquecer o tempo, esquecer as pessoas, as dores e os problemas, e estar ali, eu, o eu real, o eu verdadeiro, não era o Pedro do mundo, era simplesmente eu, livre, apaixonado, sendo real em toda a minha essência.
E não importavam os momentos maus. Não eram razão para desistir, poder ser eu mesmo sem ninguém a julgar-me, sem nada que importasse senão o agora, o mundo poderia arder, porque estava simplesmente noutro mundo, no "nosso pequeno mundo que não quero perder" como lhe chamaste em tempos.
E era nesse quarto, nesse quarto em que o mundo ficava à porta, é que realmente era feliz, onde largava todos os fardos e esquecia toda a mágoa e vivia a vida, vivia-a contigo ao meu lado. O único momento em que estávamos sós, sozinhos no mundo, sozinhos no teu quarto.
E esse conforto do teu sorriso, dos teus braços, da tua presença, nenhuma amizade por mais brilhante que seja consegue ocupar, vou caminhar incompleto e dorido até outro momento como este encontrar.
Não foi perfeito mas, era nosso, e momentos como estes faziam-me aguentar algumas duras realidades, nada muda isso.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Play Crack The Sky


Preciso de guardar este momento, deixo o cansaço da viagem apoderar-se de mim.
Deitado contigo, de cortinados fechados, fecho-me num dos vários quartos desta tua casa, deixo-me ser eu mesmo, e sinto-me real.
De olhos cerrados, os créditos dos filmes repetem-se sem parar, já nem nos preocupamos, estamos apenas concentrados no agora, e no exacto momento, os teus pés a fazerem cócegas nas minhas pernas, as minhas mãos a passar pela tua cara.
Cada detalhe, cada fio de cabelo passam por entre os dedos, e abro os olhos só para te ver sorrir, para me lembrar da sorte que tenho.
Passo a ponta dos dedos pelo teu sorriso, e tu sorris ainda mais, e perguntas-me se gosto de ti. Limito a passar a tua mão pelo meu peito, onde o meu coração bate, sabes agora a resposta.
Começo a falar sem parar, quero dizer-te tudo aquilo que sinto, aquilo que és para mim, pedes-me para calar e ris-te, e beijas-me apaixonadamente, ainda hoje sinto os teus lábios nos mesmos, o quarto torna-se no meu mundo.
E sou eu mesmo, no meu estado natural, absorvido pelo cansaço, sedento pelo teu toque, ansioso por ti, e olho-te.
O meu coração quer saltar da minha garganta, mas, por favor coração bate mais depressa, está a saber bem demais.
Acordo a meio da noite contigo ao meu lado, nos teus olhos com sardas vejo a entrada para o meu mundo, e acredito que em mim vês o teu, deixo o meu nariz no teu cabelo, apreciando cada momento.
E acordas, ainda de olhos fechados beijas-me e acordo de novo para mais um momento apaixonado.
E perguntas-me se gosto de ti, eu digo que gosto tanto que estaria capaz de rebentar, que não o consigo demonstrar.
Tu só ris e tapas-me a boca, não gostas que diga estas coisas, antes que possa dizer algo voltas-me a beijar.
A noite vai longa e dormes enconstada a mim. Eu acordado vejo-te a dormir e penso se isto alguma vez terá fim, pode não durar para sempre, tenho que aproveitar cada momento.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Pesadelo


Hoje tive um pesadelo
Sonhei que namorava contigo
Sonhei com o bater do teu coração
Como se nunca tivesse começado esta confusão
O cheiro doce do teu cabelo
A suavidade no teu sorriso.

Sonhei no teu abraço
Sonhei que eramos mais que amigos
Pois nem isso somos
Sonhei que tinhas voltado
Pensei que podia não ter acabado

Descíamos o Chiado
Mãos dadas, de destino traçado
Riamo-nos ao mundo
E o meu mundo era dourado

Apesar dos erros eras tu
E acima disso, era eu
Quem te abraçava nas noites
O sorriso que era só meu
Todos os momentos, sei que os sentes

No metro distante
Momentos dilacerantes
Antes de tudo
Peregrinação constante
Para ao meu santuário chegar
Um simples beijo para me acalmar

Éramos de novo namorados
Nada de amarguras do meu coração despedaçado
Caminhamos sozinhos à chuva
Como antigamente fazíamos
Completamente sozinhos
Mas, sozinho contigo
Assim para sempre quero ficar perdido

Na tua cama deitados
Os teus olhos adorados
Os meus beijos apaixonados
E o tempo de dizer adeus inesperado

Era eterna a vontade
De nunca te abandonar
De não sentir isto acabar
É eterna a saudade
Lembra-te destes suspiros
Digo-te adeus e até nunca mais
No entanto do coração nunca sais


Hoje tive um pesadelo
Do meu sono ter acordado
Olhar pela janela o céu
Não mais me amares
Nunca mais serei o teu amado
Adorado como antes
Nesse tempo distante
Antes de tudo ter acabado

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

An End Has A Start


Deitado no meu colchão de betão de olhos virados para o tecto, procurando a música que justifique as minhas acções, tentando captar o som que fazia de mim humano e não uma máquina. Monumental escultura eu sou, cinzelada e completamente de pedra, onde antes estava todo o espaço do mundo para um coração, está agora apenas uma casa vazia, paredes e estradas de memórias esforçando-se por bater mas, é tudo uma ilusão, consigo esculpir um sorriso mas, todas as ilusões são fáceis de retratar quando conformismo é tudo o que me atinge.
Por entre a penumbra da memória, por entre o desejo e o passado, o infortuíto e a má fortuna encontro-me deitado num mato, estou de volta.
Fui em tempos arquitecto, e desenhei o mar, azul e cristalino, as suas ondas a quebrarem-se na praia, envolvendo a areia branca e fina numa camada de espuma branca. Estruturei as antigas árvores, cada pormenor de musgo e fungos, cada insecto que caminha pelo tronco acima, cada copa densa e sazonal abanando conforme os suspiros do vento. Neste local sou rei e senhor, fui eu que criei, o meu mundo perfeito de perdição eterna, onde no verão vinha ter os sonhos mais perfeitos e bonitos que a minha mente utópica e romântica conseguia ter.
Sinto-me um estranho na minha mente, estes sonhos já não são meus, o criador deste lugar, encontra-se a dormir dentro de mim à muito tempo, sou a sua carapaça exterior, e jurara nunca mais voltar a este lugar.
Levanto-me por fim, conformado à realidade, caminho pelos tortuosos trilhos, passando por todos os locais onde te protegi e ergui um mundo, para habitares, onde serias sempre a mesma, a minha fonte de inspiração, onde guardas o que eu sou, quem eu fui.
Caminho perdido ans memórias, nas palavras reais que eram-me irreias, nas expectativas que criei com este lugar, o mundo dos meus sonhos, onde anda a sua caminhante, onde tu andavas.
E são apenas memórias, o antes de tudo, o começo, quando ainda só aspirava aos teus lábios, foi aqui que tudo começou, é aqui que termina.

Sento-me nas dunas e olho o horizonte deste mundo de sonhos criado por mim, é bonito.

O teu vestido azul esvoaça ao sabor do vento, tal como naquele dia, tal como naquele momento, esboço um sorriso e nunca te olho de novo, limito-me a sorrir, contra toda a dor, contra toda a saudade:

- Este é o fim, não é?

Simpels caminhante, aqui nasces. Aqui pereces.

- Tenho saudades tuas.

O teu sorriso enigmático. Não o percebo.



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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Free Baby Free


And tonight the coastline is quiet, it’s quieter than it’s ever been.
Honey this town is a prison, with its four walls closing in
and they got one pill to make you smaller, they one pill to make you scream.
Darling this heart is on fire, and this life is but a dream

alright, alright.

You see this town pulls my heart strings, I fell in love with the Shrewsbury stars
but you see there’s far too many diamonds, in the back seats of borrowed cars
And I could never stop this burning honey I can’t settle dust,
I could never stay awake through dark and this heart is on fire

alright alright.

Tonight tonight
we’re gonna ride like silver on a desolation moonlight
tonight tonight
ain’t coming back until the morning light,
tonight tonight
it’s alright alright
tonight tonight. Alright alright.
dancing my moonlight, my old friend the twilight

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Blurry Visions And Ending Desires Down On Hope Street


Sou um simples viciado. Um iludido, e um fraco. São estas palavras que melhor me caracterizam pois ao mínimo prenúncio baixo logo defesas. Neste quarto sou apenas mais um vulto cansado, apenas mais parte da divisão, pois é aqui que todas as memórias me prendem, é o útlimo elo a ti.
A falta de palavras é evidente pois não pareço o mais fluente na língua no momento desta escrita, pois perder-me em metáforas tira o sentido e a essência do texto, não me quero perder por adjectivos e metonímias, altera toda a coesão de emoções, que infelizmente é tudo o que tenho.
Olhando pela mesma janela onde te aguardava hoje, vejo que neste bairro escuro e pouco iluminado a minha janela é a única aberta, apenas eu abro as portas ao mundo mas, sou o único preso ao teu mundo, a janela é uma ilusão, e as memórias preenchem cada candeeiro e cada imagem com uma lembrança da tua presença, o meu quarto é uma prisão. As luzes estão apagadas, só eu ainda não me apercebi.
É incompreensivel o meu estado de espírito relativamente a ti, especialmente tendo em conta as tuas acções e como estás, sou um ignorante que melhor não consegue realmente fazer, que fica preso a esperança e a sentimentos que nunca te foram verdadeiros e a estas problemáticas é-me respondido uma explosão de silêncio, pois no teu coração deveria ter levado uma tabuleta a dizer que estava apenas de visita.
Estou farto de escrever sobre ti, não quero escrever mais. Quero encontrar uma vida só minha em que tu és apenas algo do passado.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ink And Lead, Ebb And Flow


Estas são as palavras que quebram as paredes deste corredor vazio. A tua vida era a luz que estava tão convidativa acenando-me, esperando que eu fosse aceder, ou talvez seja só a minha imaginação.
Apenas em letras e teclas apago o cansaço da minha voz mental rouca, gasta e seca de tanto questionar as decisões, e estes sonhos vão durar, e esta escrita vai perdurar porque não é a tua vontade que as vai apagar, deixaste de fazer parte da minha vida no momento em que disseste que não querias que me apegasse. Fazes parte das minhas problemática no momento em que te mostraste.
Não me vais apagar facilmente, as minhas palavras podem ter ressoado em ouvidos partidos mas, esses olhos ainda conseguem ler as palavras que escrevo, podes apagar tudo o resto. Cartas. Mensagens. Bilhetes. Faz como queiras mas, aqui eu ainda posos fazer-me ouvir, aguenta-te.
Não estás a ser julgada, apenas violaste e corrompeste sonhos e ilusões de dois meses, todos os desejos, todos os sonhos, não queres saber do que me acontece, sou apenas mais um a ser afastado, sou apenas mais alguém na rua quem conheceste, e tu dona desse grande discernimento resolveste replicar ás minhas palavras.
Foram frases duras, e fantasmas de hoje em dia, são farpas nos meus dedos que tipografam cada palavra que lês, são pedidos e promessas que nunca hás-de cumprir, que nunca passarão a fantasia e o código de conducta, pensei que para mim pelo menos não ias me afastar, não ias ceder à simples vontade de afastar, tens mentaldiade e paciência para isto?
Provavelmente não. Não precisas de ter. Não quero tirar mais do teu tempo, já gastei o meu tempo todo em fazer-te feliz, agora apercebendo-me que nunca realmente gostaste de mim, que eras tão real, como os sonhos que eu tanto tinha de ti, que agora são apenas nuvens e castelos perdidos em ilusões do meu sub-consciente.
Brinco com tinta e folhas, deixo-te uma pequena mensagem.

Estou apaixonado por ti. Lida com isso. E aprende o significado das palavras.

Drifting


Fria demais. Estou a contorcer-me nos meus lençóis, procurando descanso para a minha imaginação para encontrar um momento em que os meus olhos se fechem e saiba que estou seguro por algumas horas.
Espero que estejas bem dentro do teu mundo, dentro das paredes que construi para tentar que sorrisses, espero que tenha feito tudo bem ao longo de todo o tempo que me conheces, espero ter esculpido com todas as emoções uma barreira que te mantenha longe de dor, espero que estejas feliz.
Estou a perder-me na água negra, quando chego à superficie é ainda tudo escuro, não há luz, não há som, apenas o som dos meus pulmões a procurarem ar, enquanto nado na escuridão imagino-te embrenhada em lençóis, a sorrir, sem preocupações, imagino os teus olhos verdes escondidos, imagino a tua silhueta e nado por este desconhecido, não há fuga possível.
Estou à espera disto à tanto tempo, troco sorrisos por esgares, de trocar chuva por sol, a calma é toda uma nuvem que tapa o conforto da vida, conforto-me na ilusão de ter sido um sonho, e é isso que eu espero, que tenha sido um sonho, que tudo seja parte da inspiração vaga do meu ser. E eu aguardo o meu acordar.
Sou culpado de levar histórias para épicos mas, beijos e palavras são lei e justiça no mundo criaod por mim, e eu espero isto à tanto tempo, esperava isto meu amor, esperava a verdade.
Porque agora finalmente posso respirar, já não me afogo em pensamentos em paranóias, e a custo da verdade encontrei a calma, entre exageros e dramatismos não preciso de prestar conats a ninguém senão ao meu coração, perco-me em devaneios e perco discernimento da realidade e do verão, dos sonhos e da chuva, da esperança e da verdade.
O céu vazio deste mar escuro onde nado sem rumo, encontra-se despido de estrelas, e na minha mão está a estrela cadente estilhaçada que representava estes sonhos, já não sei de quem é a culpa. Apenas minha, tua, enchem-me de palavras,mas era isto que estava à espera. Era esta ilusão que acabava.
E enquanto navego sem rumo, peço-te desculpas por todos os beijos, por todas as palavras exageradas, no teu mundo não era isso que querias, era apenas algo normal no comportamento.
E cai a noite, e cai a chuva, este foi o acto final da nossa vida, agora posso descansar. Amor, era isto que queria.

Adeus.


Num simples papel guardo um desejo, que nenhum de nós sinta que a falta do outro, pois não existo mais, faço parte do passado.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Confissões e Devaneios


Tremuras acompanham mais uma longa insónia de onde não pareçoe scapar. Sou a paranóia de Misty Wilmot, a dor de Angel Delaporte.
Sou o meu maior erro, sou a máscara que ponho na minha face e tanto chamo de cara e pago o preço com a minha felicidade recém-adquirida, pois não consigo deixar hábitos épicos e spartaquistas revelando a essência imatura e obscena do meu ser, sou uma criança, não sou mais que isso.
Odeio pena, e odeio despelotá-la nas pessoas. O meu instinto primitivo de acordar para melhores dias em nada me ajuda a entrar na minha realidade social, não sou um anarquista sem regras, sou um egocentrista de planóplias manipulativas que se perde em fascínios de tentativas de mudança.
Os meus erros, as minhas confianças ingénuas e a preterição do meu coração torcem-me o peito em dores e afogam-me em pensamentos delirantes de duas noites em branco a pensar no meu futuro que se aparenta bastante negro, uma nuvem grande que se abate sobre mim.
Sou o conformismo de Tyler Durden, não sou a rebelião de esquizofrenias.
O meu lado direito move e controla a minha mente não atendendo a quaisquer critérios da língua portuguesa, sou um bêbado do sono que não dorme e rabisca em teclas pensamentos de culpa e de dor.
Mereço tudo o que me acontece neste momento, mereço a dor da indecisão dela, mereço cada noite que ainda virá, mereço cada apertão e esticão do meu estômago que procura leis da atracção.
O Cepticisimo queima. O Karma é lixado.
E perco-me em deambulos da minha mente, afastado da minha cama de cimento onde o calor dela outrora estivera, e não tenho descanço, cada segundo que passa são as críticas e as palavras dolorosas que ela me apontou, estou em dor. Mereço cada segundo dela.
Sou um Deus das minhas aspirações, e perdi-as na ganância do meu assertivismo que eu considerava acertado, o meu julgamento e intromição que apenas trouxeram dor e desapontamento.

E agora não sei o que virá, quero-a. Terei que esperar e lançar-me à sorte, estes dias não aparentam melhorar.

Sou o enfarte de coração da alma.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Hold My Hand, I'm Not Letting You Down


Não consigo largar-te. Sinto-te nos meus braços e sinto-te viva, se fechar os meus olhos vejo milhares de centelahs e luzes a voarem e a aquecerem o meu corpo, isto é bom demais para ser verdade.
A cidade pode estar suja, os prédios abandonados e tristonhos, o sorriso das pessoas envolvido névoas de pensamentos da vida social, das problemáticas, e não quero perder o teu sorriso para esta chuva de melancolia que percorre o palco da nossa vida, e te afunda nas folhas castanhas de outono.
Não preciso de mais gotas de lágrimas para além da destes céus, não as quero, não as quero a cair dos teus olhos verdes que iluminam o céu cinzento desta vida lisboeta, e no entanto elas caem, elas tocam este chão marcado por pensamentos perdidos de milhares de almas solitárias, e essas lágrimas por vezes não se vêem, pois uma lágrima nem sempre é uma lágrima.
Por vezes é apenas o silêncio, um silêncio frio que uma mão atada à tua não consegue consolar, por vezes é o silêncio que nem um beijo te consegue tirar, e essas são as lágrimas que eu quero evitar que caiam da tua alma, porque todos os segundos que doi a ti, são partes soltas da minha alma que se desalinha com a vida, e perde-se a tentar encontrar-te.
O barulho de carros e vozes que pairam este ar aliviam tensões que se juntam em camadas de frequências que apenas eu consigo ouvir, o céu cinzento pinta o quadro da melancolia que se apodera de ti.
A corrente da chuva, os riachos urbanos não levam contigo as mágoas dos problemas que as tuas faces finas teimam em esconder de mim, e eu olho-te, no meio da confusão.
Olho-te pacientemente, e nesse momento apenas quero que vejas o que sinto por ti. O meu coração não pode soltar-se a braçar-te, não pode salvar-te, nem afogar as nuvens do subconsciente, não pode fazer parar a chuva, ele é só um coração, um coração teu.
Quero que saibas que eu não sou alguém dos melhores momentos, para dias de sol, para momentos de felicidade, não sou um output da tua vida, eu sou parte de ti, quer queiras quer não.
E estes braços lutam por ti o mais que podem, não com força nem com agressões físicas contra outros mas, dão o mais que podem para te manter junto a mim, para afastarem a tristeza. Estes olhos memso quando estão cansados e sem vida, observam-te e vigiam-te, pois não te deixo ficar sozinha, e o meu coração, músculo simples, esse pode não evitar que fiques mal mas, vai tentar e vai fazer o melhor para reparar tudo o que acontecer, e eu sei que não posso fazer tudo mas, se estas palavras,s e todos os momentos em que estiver aí fizerem-te feliz, então eu irei escrever até percorrer todos os kilometros deste mundo.
Não deixo nuvens estragar-te, não deixo a chuva cair, eu sou a pessoa que mais te adora, e protejo-te e defendo-te, e adoro-te.

E nunca te vou deixar ficar triste, porque és a parte de mim que vive, porque se esta´s mal, eu estou mal, porque Christinne, és a única coisa que sei que nunca vou largar.

Não chores mais, eu estou aqui para nunca te largar.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Words Are Meaningless, When Kissing You Is All I Want To Do


Poderia fingir que não sinto o que sinto para que o mundo não andasse atrás de ti, a perguntar-te, para que conseguisses ser mais feliz e não ficasses desconfortável pelo que as pessoas dizem e pensam mas, eu quero pdoer gritar isto a todos os cantos do mundo, quero poder dizer a todos estes corredores, a todas a estas almas na rotina, que eu encontrei a felicidade, que eu encontrei o mundo nos teus olhos, e encontrei em ti, os meus sonhos.
Não consigo forçar-me a afastar a mão da tua. A manter os meus lábios afastados dos teus, a não poder abraçar-te, de não poder dizer aquelas coisas que eu espero o dia inteiro para dizer aos teus ouvidos, simplesmente quando te vejo, não me consigo conter, declaro-me ao vento para que as minhas palavras de adoração voem pelo mundo fora, encontrando as pessoas e sussurando-lhes que a felicidade existe e que eu estou completamente perdido nela, e portanto, não consigo manetr-me calado, quando a pessoa mais bonita, quando os olhos mais desejáveis se encontram ao meu lado, e por isso o mundo sabe. O mundo sabe que os sonhos são reais, que há no céu um espaço onde os deuses não conseguiram agarrar e conter a minha estrela, que eu de todas as pessoas, fiquei contigo.
Fiquei com os teus olhos de esmeralda que olham os meus, fiquei com a tua voz que me sussura as frases mais lindas da minha vida, com as orelhas mais adoraveis e beijáveis que conheço, e depois tenho os teus lábios, finos e delicados que eu gosto de manter sempre junto dos meus, e o mundo não está prepaardo mas, devia ouvir o que eu tenho para dizer porque enquando as silhuetas deste mundo continuam noa anonimato, eu encontrei-me e encontrei a minha felicidade, e embora seja recente, quando sinto as minhas mãos nas tuas, de dedods entre-laçados, quando me beijas, quando dizes que não queres que vá, eu sei que te quero mais que ninguém, sei que quero fazer-te só feliz, quero que este sonho não acabe, quero estar contigo.

Christinne, estar contigo faz-me viver, ver-te faz-me ver, abraçar-te faz-me respirar, beijar-te faz-me sentir de novo, e grito a estas ruelas o teu nome, porque deste-me vida.


Eu não te largo.

sexta-feira, 27 de julho de 2007

I Want To Jump Into The Sea Of Lights




And Dreaming Of You Is Something I Long For, Being With You Is Something I Want, And I Count The Seconds To Be With You Again.

Walking With YoU Down The Streets, Makes The World Everchanging In Echoes Of My Dreams


Rasgado pelos prédios altos da cidade, o céu cobre os nossos passos como se de um manto de sonhos e de tempos passados se tratasse, o memso céu onde tanta felicidade viveu debaixo, onde tantas pessoas, onde tantos amigos, amantes, e agora esse emsmo céu é o testemunho de nós, e a snuvens parecem a criação dos meus desejos, garndes e abstractos tais como os meus sonhos.
O céu rasgado pelos prédios,e sses prédios quandoe stás por eprto não são meros centros de troca ou velhos testemunhos da vida citadina, são uma forma de eu poder estar mais perto dos meus sonhos, estar mais perto de ti, mais perto do reino onde tu andas, e tal como nos meus sonhos em que construo torres para te albergar, para não te deixar fugir deles, e neste mundo apelidado de real, consegues torná-lo quase no mundo de sonho, apena spor estares lá, quando falas teces teias de memórias, linhas imaginárias que percorrem a cidade, e nesse momento, quando me fazes rir, quando tu christinne falas, o passado, o presente, e o futuro juntam-se e todos debaixo do mesmo céu, do céu formado a partir dos meus sonhos ao que a tua essência, os teus olhos, as verdades esmeraldas que juntamente com os meus desejos formam o meu telescópio de esmeralda, o que dá o nome a este blog, o telescópio em que os sonhos e as perspectivas distorcidas banhando o mundo de sonhos, de memórias, e do céu cai o coro das memórias de todas as pessoas, e este cenário apocalíptico vem todo iluminar a estrada sempre a descer que percorremos até ao local onde o céu e o mar se unem e criam o horizonte, horizonte de memórias, um horzionte que quero criar contigo.
E olho-te sentado junto aos corredores que me levam para todos os locais menos o que eu quero, que é sentado junto a ti, e a minha boca esforça-se por te pedir que não vás mas, seiq ue se o fizer, a dor é demasiada, porque a cada palavra que me prendes neste mar de sonhos que torna o meu mundo, e o meu mundo dos sonhos num só, apenas e simplesmente porque a tua presença muda tudo, transforma e esculpe as nuvens, és a rainha dos sonhos, e eu quero guardar parte dessa essência para mim.
E olho-te antes de me ir. As melodias do céu, as ruas que percorremos, murmuram e continuam a chamar-me e enquanto que preparo-me para o adeus, a sombra abate-se e a Lisboa formada por ti começa a perecer, e eu sei que se ficar, se enfrentar o ódio da minha família ia manter a chama da cidade mais tempo acesa, ia ficar feliz mais uns minutos, e ia ficar contigo, e rezo que os relógios deste mundo parem, e olho-te, com o sorriso que parece esculpido em mármore, elegante e fr´gil, e os teus olhos verdes a brilharem, quero que o meu sussuro, pare isto, tal como pára nos sonhos, não quero proferir a palavra, quero esconder-me nas penumbras que crias com os teus sonhos, não quero alrgar.
E infelizmente, o sonho acaba e eu vejo-me puxado para longe de ti, e enquanto vou no comboio todo o caminho muda avisando-me prometendo-me que te vou evr, e nessa notie, o mue mundo foi um sonho, e os sonhos foram um mundo, só tu esculpidora, caminhante me fazes isto, quero guardar-te junto de mim. Por muito tempo.



És o sonho, deste sonhador perdido em mundos criados por ti


Existe conforto ans tuas palavras, esperança na tua voz, um mundo nos teus olhos, uma vida no teu sorriso, e um sonho em cada gesto

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Petite Christinne


Fotografo-te. Não preciso de lentes, de maquinetas produzidas em massa, nem de polaroids queimada com luz e pequenos números que identificam as cores, apenas preciso dos meus olhos, apenas preciso dos teus, para criar uma memória, uma imagem tua, algo que quero que fique para sempre marcado em mim. Quero que o teu sorriso me fique preso nas palavras, o som dos teus passos nas ruas que descemos, e o teu sorriso a ressoar nos meus ouvidos, prque nenhum retrato alguma vez conseguirá te retratar como eu te vejo, o quanto se esconde atrás ods teus olhos, o quanto os teus movimentos me cativam, nunca conseguirei explicar como tu és alguém que se destaca de tudo, desprende-se do comum, enaltece o incomum, e no entanto consegue fazer uma combinação, uma equação que o mais genialo dos matemáticos falha em concretizar, onde o físico não consegue provar, onde única explicação é que és espantosa, por inatismo, e ficas presa na minha mente, em sonhos, em sorrisos, em palavras, prendes as palavras em ti e mudas-as conforme o teu desejo, conforme o teu espírito, imprimes identidade nas palavras como se elas fossem proferidas pela primeira vez.
As tuas sardas pintam a tua cara como se Van Gogh abandonasse os traçados do movimento, e ficasse parado a contemplar, e completando com toques que ele não ousa rabiscar, pontos que para ele são como milhares de objectivos que nunca te farão jus, e portanto ficas assim, com sardas, naturalmente belas que te realçam, que me mostram os teus olhos, que me polarizam para ti.
Os teus olhos verdes, que me lembram os camposa da primavera, que registam um mundo, que servem de portas circulares, anéis que perscrutam o exterior e guardam em si um mundo, um mundo que eu quero conhecer, de que quero fazer parte, porque quero olhar para dentro dos teus olhos e que vejas nos meus que quero fazer parte do teu mundo, porque dentro de ti, sei que há toda uma nova vida para eu conhecer, para eu poder vaguear, e sentir-me como se tievsse começado tudo de novo, porque em ti, está feliciade, que por vezes parece-me enganar mas, eu sei que por trás deles, está feliciade num mundo novo, que eu quero tanto fazer parte e portanto nesses teus olhos verdes de planicies distantes deposito as esperanças de um dia entrar.
E no teu cabelo que tanto mudas, que tanto te divertes a mudar de penteado, vejo a tua personaldiade, vejo a tua vontade, os teus gostos,a delicadeza com que te transformas como consegues melhorar o que por si só já é dificil de melhorar, e no entanto, não acabas aqui. Os teus lábios finos e subtis esboçam risos simétricos com a tua face, e cativam-me, como se linhas e suaves tingidos de vermelho tivessem tocado a tua face, e criado um simples, mas sublime, e irresistivel sorriso, que consegue mudar a forma para outras expressões que conseguem retratar a tua alma, algo que eu com palavras não consigo alcançar, que eu tento mas, que me falha a essência que tu tens que é tão dificil de capturar.
E nada disto seria real, anda disto seria uma aritmética inquebravel e indecifravel se não estivesse ligado à forma como caminhas, à forma como falas, aos movimentos suaves que não crtam bruscamente e acidentalmente oa r, mas sim trespassam como uma leve brisa que acompanha o vendaval, como a calmia de um temporal, controlas o ar que te rodeia, e és elegante, delicada e alguém cuja forma de ser complementa e cria a Cristina, não estás encarcerada simplesmente num corpo no qual nasceste, tu crias o corpo, tu dás identidade, a tua essência prende-se em tudo o que és, em tudo o que tocas, e por isso prendo-me sempre a tudo o que fazes, a tudo o que dizes, como se uma marca formasses, como se partilhasses em tudo o que tocas o que és, e passeias-te neste mundo, elegante e despreocupadamente, modelando tudo com a tua essência, e eu simples pessoa, de versos repetiveis e olhos que não conseguem retratar-te, cativo-me e já tenho saudades embroa tenhas estado à algumas horas contigo, e não quero largar isso, quero apenas continuar a estar contigo, e deambular por este mundo, despreocupado e sem pensamentos, admirando-te.

E por isso não te fotografo, não te retrato, tento apanhar alguma da tua essência e pô-la em palavras, e penso que falho mas, pelo menos tentei, pelo menos agora o mundo sabe que existe alguém especial neste mundo, alguém como tu Christinne.

domingo, 22 de julho de 2007

Before The Dawn, You Are My Dream




and i am nothing of a builder
but here i dreamt i was an architect
and i built this balustrade
to keep you home, to keep you safe
from the outside world
but the angles and the corners
even though my work is unparalelled
they never seemed to meet
this structure fell about our feet
and we were free to go

In my dreams I keep you safe

You've Been The One That I Call My Dreamwalker.


As luzes ofuscam os meus olhos já cansados, os acordes das músicas que ainda passam no meu computador tiram-me a vontade deir dormir, e,nora saiba que a cama me chama e um dia trabalhoso me aguarda, sei que ainda não é altura de ir dormir. Simplesmente ainda preciso de falar de novo contigo.
Embora não nos conheçamos à muito tempo, eu não me importo, porque cada conversa contigo tem sido algo novo, bom, divertido, e petite christinne não quero largar isso tão cedo, quero acordar todos os dias a ler os teus comentários sobre as mais diversas coisas, o teu amor por filmes, a tua vivacidade, o facto de seres apenas tu. Mas, acima disso tu não me abandonas no simples prisma terreno do qual todos fazem parte, quando fecho os olhos e deixo-me adormecer imagino-me ao teu lado, a falar contigo, a ouvir-te, juntos em paisagens sónicas e distorcidas da realidade, em locais apenas alcançáveis na minha mente, num sitio onde tu és simplesmente igual, num sítio onde és a incitadora do sonho, e não onde o sonho te incita.
Não preciso ser um génio para analisar um sonho, sei que o céu escurecido e a chuva que nos cai enquanto conversamos é parte do que amas, parte de um filme. Podia duvidar da tua realidade mas, memso nos meus sonhos o teu sorriso é o emsmo, e os teus olhos cintilam da mesma forma, és tu, não um sonho, não o meu retrato de ti mas, simplesmente és tu, Cristina, tu caminhas o mundo dos meus sonhos, e encanta-os tornam-me mais feliz quando acordo e acima de tudo fazem com que eu queira estar contigo.
Quero evr-te, quero caminhar por este mundo contigo, quero que sejas importante na minha vida, quero estar contigo, quero poder dizer-te milhares de frases que já foram ditas neste mundo mas, que eu sie que conseguem ser verdadeiras para ti, quero que faças parte da minha vida, Petite Christinne contigo o mundo é algo novo e algo que eu quero descobrir contigo.
Portanto quando a manhã raiar e tirar o meu corpo cansado da cama, eu vou sorrir, porque quando durmo, sou feliz, porque tu estás lado.

Le marcheur rêveur ne cessent pas de marcher, vous ont été si étonnant

Dizes que é dificil de escrever, estás enganada. Com inspiração que me dás, escrever sorbe ti é a coisa mais fácil, que eu gosto, que eu mais quero escrever.


Para: Petite Christinne