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domingo, 2 de dezembro de 2007

Pesadelo


Hoje tive um pesadelo
Sonhei que namorava contigo
Sonhei com o bater do teu coração
Como se nunca tivesse começado esta confusão
O cheiro doce do teu cabelo
A suavidade no teu sorriso.

Sonhei no teu abraço
Sonhei que eramos mais que amigos
Pois nem isso somos
Sonhei que tinhas voltado
Pensei que podia não ter acabado

Descíamos o Chiado
Mãos dadas, de destino traçado
Riamo-nos ao mundo
E o meu mundo era dourado

Apesar dos erros eras tu
E acima disso, era eu
Quem te abraçava nas noites
O sorriso que era só meu
Todos os momentos, sei que os sentes

No metro distante
Momentos dilacerantes
Antes de tudo
Peregrinação constante
Para ao meu santuário chegar
Um simples beijo para me acalmar

Éramos de novo namorados
Nada de amarguras do meu coração despedaçado
Caminhamos sozinhos à chuva
Como antigamente fazíamos
Completamente sozinhos
Mas, sozinho contigo
Assim para sempre quero ficar perdido

Na tua cama deitados
Os teus olhos adorados
Os meus beijos apaixonados
E o tempo de dizer adeus inesperado

Era eterna a vontade
De nunca te abandonar
De não sentir isto acabar
É eterna a saudade
Lembra-te destes suspiros
Digo-te adeus e até nunca mais
No entanto do coração nunca sais


Hoje tive um pesadelo
Do meu sono ter acordado
Olhar pela janela o céu
Não mais me amares
Nunca mais serei o teu amado
Adorado como antes
Nesse tempo distante
Antes de tudo ter acabado

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

An End Has A Start


Deitado no meu colchão de betão de olhos virados para o tecto, procurando a música que justifique as minhas acções, tentando captar o som que fazia de mim humano e não uma máquina. Monumental escultura eu sou, cinzelada e completamente de pedra, onde antes estava todo o espaço do mundo para um coração, está agora apenas uma casa vazia, paredes e estradas de memórias esforçando-se por bater mas, é tudo uma ilusão, consigo esculpir um sorriso mas, todas as ilusões são fáceis de retratar quando conformismo é tudo o que me atinge.
Por entre a penumbra da memória, por entre o desejo e o passado, o infortuíto e a má fortuna encontro-me deitado num mato, estou de volta.
Fui em tempos arquitecto, e desenhei o mar, azul e cristalino, as suas ondas a quebrarem-se na praia, envolvendo a areia branca e fina numa camada de espuma branca. Estruturei as antigas árvores, cada pormenor de musgo e fungos, cada insecto que caminha pelo tronco acima, cada copa densa e sazonal abanando conforme os suspiros do vento. Neste local sou rei e senhor, fui eu que criei, o meu mundo perfeito de perdição eterna, onde no verão vinha ter os sonhos mais perfeitos e bonitos que a minha mente utópica e romântica conseguia ter.
Sinto-me um estranho na minha mente, estes sonhos já não são meus, o criador deste lugar, encontra-se a dormir dentro de mim à muito tempo, sou a sua carapaça exterior, e jurara nunca mais voltar a este lugar.
Levanto-me por fim, conformado à realidade, caminho pelos tortuosos trilhos, passando por todos os locais onde te protegi e ergui um mundo, para habitares, onde serias sempre a mesma, a minha fonte de inspiração, onde guardas o que eu sou, quem eu fui.
Caminho perdido ans memórias, nas palavras reais que eram-me irreias, nas expectativas que criei com este lugar, o mundo dos meus sonhos, onde anda a sua caminhante, onde tu andavas.
E são apenas memórias, o antes de tudo, o começo, quando ainda só aspirava aos teus lábios, foi aqui que tudo começou, é aqui que termina.

Sento-me nas dunas e olho o horizonte deste mundo de sonhos criado por mim, é bonito.

O teu vestido azul esvoaça ao sabor do vento, tal como naquele dia, tal como naquele momento, esboço um sorriso e nunca te olho de novo, limito-me a sorrir, contra toda a dor, contra toda a saudade:

- Este é o fim, não é?

Simpels caminhante, aqui nasces. Aqui pereces.

- Tenho saudades tuas.

O teu sorriso enigmático. Não o percebo.



.










...

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ink And Lead, Ebb And Flow


Estas são as palavras que quebram as paredes deste corredor vazio. A tua vida era a luz que estava tão convidativa acenando-me, esperando que eu fosse aceder, ou talvez seja só a minha imaginação.
Apenas em letras e teclas apago o cansaço da minha voz mental rouca, gasta e seca de tanto questionar as decisões, e estes sonhos vão durar, e esta escrita vai perdurar porque não é a tua vontade que as vai apagar, deixaste de fazer parte da minha vida no momento em que disseste que não querias que me apegasse. Fazes parte das minhas problemática no momento em que te mostraste.
Não me vais apagar facilmente, as minhas palavras podem ter ressoado em ouvidos partidos mas, esses olhos ainda conseguem ler as palavras que escrevo, podes apagar tudo o resto. Cartas. Mensagens. Bilhetes. Faz como queiras mas, aqui eu ainda posos fazer-me ouvir, aguenta-te.
Não estás a ser julgada, apenas violaste e corrompeste sonhos e ilusões de dois meses, todos os desejos, todos os sonhos, não queres saber do que me acontece, sou apenas mais um a ser afastado, sou apenas mais alguém na rua quem conheceste, e tu dona desse grande discernimento resolveste replicar ás minhas palavras.
Foram frases duras, e fantasmas de hoje em dia, são farpas nos meus dedos que tipografam cada palavra que lês, são pedidos e promessas que nunca hás-de cumprir, que nunca passarão a fantasia e o código de conducta, pensei que para mim pelo menos não ias me afastar, não ias ceder à simples vontade de afastar, tens mentaldiade e paciência para isto?
Provavelmente não. Não precisas de ter. Não quero tirar mais do teu tempo, já gastei o meu tempo todo em fazer-te feliz, agora apercebendo-me que nunca realmente gostaste de mim, que eras tão real, como os sonhos que eu tanto tinha de ti, que agora são apenas nuvens e castelos perdidos em ilusões do meu sub-consciente.
Brinco com tinta e folhas, deixo-te uma pequena mensagem.

Estou apaixonado por ti. Lida com isso. E aprende o significado das palavras.

Drifting


Fria demais. Estou a contorcer-me nos meus lençóis, procurando descanso para a minha imaginação para encontrar um momento em que os meus olhos se fechem e saiba que estou seguro por algumas horas.
Espero que estejas bem dentro do teu mundo, dentro das paredes que construi para tentar que sorrisses, espero que tenha feito tudo bem ao longo de todo o tempo que me conheces, espero ter esculpido com todas as emoções uma barreira que te mantenha longe de dor, espero que estejas feliz.
Estou a perder-me na água negra, quando chego à superficie é ainda tudo escuro, não há luz, não há som, apenas o som dos meus pulmões a procurarem ar, enquanto nado na escuridão imagino-te embrenhada em lençóis, a sorrir, sem preocupações, imagino os teus olhos verdes escondidos, imagino a tua silhueta e nado por este desconhecido, não há fuga possível.
Estou à espera disto à tanto tempo, troco sorrisos por esgares, de trocar chuva por sol, a calma é toda uma nuvem que tapa o conforto da vida, conforto-me na ilusão de ter sido um sonho, e é isso que eu espero, que tenha sido um sonho, que tudo seja parte da inspiração vaga do meu ser. E eu aguardo o meu acordar.
Sou culpado de levar histórias para épicos mas, beijos e palavras são lei e justiça no mundo criaod por mim, e eu espero isto à tanto tempo, esperava isto meu amor, esperava a verdade.
Porque agora finalmente posso respirar, já não me afogo em pensamentos em paranóias, e a custo da verdade encontrei a calma, entre exageros e dramatismos não preciso de prestar conats a ninguém senão ao meu coração, perco-me em devaneios e perco discernimento da realidade e do verão, dos sonhos e da chuva, da esperança e da verdade.
O céu vazio deste mar escuro onde nado sem rumo, encontra-se despido de estrelas, e na minha mão está a estrela cadente estilhaçada que representava estes sonhos, já não sei de quem é a culpa. Apenas minha, tua, enchem-me de palavras,mas era isto que estava à espera. Era esta ilusão que acabava.
E enquanto navego sem rumo, peço-te desculpas por todos os beijos, por todas as palavras exageradas, no teu mundo não era isso que querias, era apenas algo normal no comportamento.
E cai a noite, e cai a chuva, este foi o acto final da nossa vida, agora posso descansar. Amor, era isto que queria.

Adeus.


Num simples papel guardo um desejo, que nenhum de nós sinta que a falta do outro, pois não existo mais, faço parte do passado.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Hold My Hand, I'm Not Letting You Down


Não consigo largar-te. Sinto-te nos meus braços e sinto-te viva, se fechar os meus olhos vejo milhares de centelahs e luzes a voarem e a aquecerem o meu corpo, isto é bom demais para ser verdade.
A cidade pode estar suja, os prédios abandonados e tristonhos, o sorriso das pessoas envolvido névoas de pensamentos da vida social, das problemáticas, e não quero perder o teu sorriso para esta chuva de melancolia que percorre o palco da nossa vida, e te afunda nas folhas castanhas de outono.
Não preciso de mais gotas de lágrimas para além da destes céus, não as quero, não as quero a cair dos teus olhos verdes que iluminam o céu cinzento desta vida lisboeta, e no entanto elas caem, elas tocam este chão marcado por pensamentos perdidos de milhares de almas solitárias, e essas lágrimas por vezes não se vêem, pois uma lágrima nem sempre é uma lágrima.
Por vezes é apenas o silêncio, um silêncio frio que uma mão atada à tua não consegue consolar, por vezes é o silêncio que nem um beijo te consegue tirar, e essas são as lágrimas que eu quero evitar que caiam da tua alma, porque todos os segundos que doi a ti, são partes soltas da minha alma que se desalinha com a vida, e perde-se a tentar encontrar-te.
O barulho de carros e vozes que pairam este ar aliviam tensões que se juntam em camadas de frequências que apenas eu consigo ouvir, o céu cinzento pinta o quadro da melancolia que se apodera de ti.
A corrente da chuva, os riachos urbanos não levam contigo as mágoas dos problemas que as tuas faces finas teimam em esconder de mim, e eu olho-te, no meio da confusão.
Olho-te pacientemente, e nesse momento apenas quero que vejas o que sinto por ti. O meu coração não pode soltar-se a braçar-te, não pode salvar-te, nem afogar as nuvens do subconsciente, não pode fazer parar a chuva, ele é só um coração, um coração teu.
Quero que saibas que eu não sou alguém dos melhores momentos, para dias de sol, para momentos de felicidade, não sou um output da tua vida, eu sou parte de ti, quer queiras quer não.
E estes braços lutam por ti o mais que podem, não com força nem com agressões físicas contra outros mas, dão o mais que podem para te manter junto a mim, para afastarem a tristeza. Estes olhos memso quando estão cansados e sem vida, observam-te e vigiam-te, pois não te deixo ficar sozinha, e o meu coração, músculo simples, esse pode não evitar que fiques mal mas, vai tentar e vai fazer o melhor para reparar tudo o que acontecer, e eu sei que não posso fazer tudo mas, se estas palavras,s e todos os momentos em que estiver aí fizerem-te feliz, então eu irei escrever até percorrer todos os kilometros deste mundo.
Não deixo nuvens estragar-te, não deixo a chuva cair, eu sou a pessoa que mais te adora, e protejo-te e defendo-te, e adoro-te.

E nunca te vou deixar ficar triste, porque és a parte de mim que vive, porque se esta´s mal, eu estou mal, porque Christinne, és a única coisa que sei que nunca vou largar.

Não chores mais, eu estou aqui para nunca te largar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

I'm In Love With A Song


Estou apaixonado por uma música. Não é uma música qualquer, feita num simples estúdio num álbum de reconhecimento público, não a ouço na rádio, não toca nos meus inumeros cd's que ocupam as minhas paredes azuis mas, por ela estou apaixonado.
Ninguém a ouve, só eu, apenas eu delimito os seus versos, o refrão, a introdução, a ponte entre quadras e tercetos, e as harmonias invadem-me os ouvidos, ouço-a todos os dias, apixono-me por ela sempre que ouço o primeiro acorde.
Não detecto as notas, não procuro localizar como foi feita, não a consigo planear nem a localizar no espaço/tempo, ela rompe todas as leis da natureza, e a sua frequência inaudível enche-me todos os dias com novos significados para palavras mas, contra poetas e pintores, ela não segue o orpheu, ela não esquece nada atrás, ela apenas reinventa, ela dá-me novos olhos.
Estou apaixonado por uma música, não por palavras alinhadas por fonética e conotação, não pelas metáforas e trocadilhos interessantes mas, pela forma que me faz sentir, pela sua essência, é uma canção mas, não foi escrita, nem foi ouvida, e uma canção pode ser uma canção sem a ter ouvido?
Pode, porque sinto cada tecla, e se eu fechar os olhos, à noite, sob o céu estrelado consigo ver ondas azuis a percorrerem as avenidas por onde caminho, a ecoar, tão frágil e bonita, tão única e simples mas, poderosa e mesmerizante. Mas, se a imagino, será ela real?
Estou apaixonado por uma música, quando a ouço, sem ninguém a ouvir, sinto passos em cada toque do piano, cada colcheia é uma sarda na sua cara, cada clave de sol é um pouco do seu lábio, cada acorde é o toque dela, cada batida de uma bateria solitária, é o som do seu coração, o baixo que pauta os ritmos é a presença angelical dela, cada som do violino é o som da sua voz, e sei quem é ela, sei porque só eu a ouço.
Estou apaixonado por uma música, só eu a ouço e mais ninguém, é a música que mais adoro de todas as músicas que já ouvi, quando a ouço imagino olhos verdes em que me perco todos os dias, e em que penso todos os dias, os versos são o dia 28, o dia 29, por vezes ouço dia 9, e lembro-me de que música é esta.
Estou apaixonado por uma música, uma canção, a harmonia perfeita que está sempre comigo, que me faz sentir feliz, és a melodia que eu quero, és a canção que vai estar sempre na minha vida.

E é uma canção bonita, é a canção mais bonita da minha vida, e é só minha.


Adoro-te

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Words Are Meaningless, When Kissing You Is All I Want To Do


Poderia fingir que não sinto o que sinto para que o mundo não andasse atrás de ti, a perguntar-te, para que conseguisses ser mais feliz e não ficasses desconfortável pelo que as pessoas dizem e pensam mas, eu quero pdoer gritar isto a todos os cantos do mundo, quero poder dizer a todos estes corredores, a todas a estas almas na rotina, que eu encontrei a felicidade, que eu encontrei o mundo nos teus olhos, e encontrei em ti, os meus sonhos.
Não consigo forçar-me a afastar a mão da tua. A manter os meus lábios afastados dos teus, a não poder abraçar-te, de não poder dizer aquelas coisas que eu espero o dia inteiro para dizer aos teus ouvidos, simplesmente quando te vejo, não me consigo conter, declaro-me ao vento para que as minhas palavras de adoração voem pelo mundo fora, encontrando as pessoas e sussurando-lhes que a felicidade existe e que eu estou completamente perdido nela, e portanto, não consigo manetr-me calado, quando a pessoa mais bonita, quando os olhos mais desejáveis se encontram ao meu lado, e por isso o mundo sabe. O mundo sabe que os sonhos são reais, que há no céu um espaço onde os deuses não conseguiram agarrar e conter a minha estrela, que eu de todas as pessoas, fiquei contigo.
Fiquei com os teus olhos de esmeralda que olham os meus, fiquei com a tua voz que me sussura as frases mais lindas da minha vida, com as orelhas mais adoraveis e beijáveis que conheço, e depois tenho os teus lábios, finos e delicados que eu gosto de manter sempre junto dos meus, e o mundo não está prepaardo mas, devia ouvir o que eu tenho para dizer porque enquando as silhuetas deste mundo continuam noa anonimato, eu encontrei-me e encontrei a minha felicidade, e embora seja recente, quando sinto as minhas mãos nas tuas, de dedods entre-laçados, quando me beijas, quando dizes que não queres que vá, eu sei que te quero mais que ninguém, sei que quero fazer-te só feliz, quero que este sonho não acabe, quero estar contigo.

Christinne, estar contigo faz-me viver, ver-te faz-me ver, abraçar-te faz-me respirar, beijar-te faz-me sentir de novo, e grito a estas ruelas o teu nome, porque deste-me vida.


Eu não te largo.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

And Even After All, You're Still The Only One- The Flame I


Perco-me com uma música deprimente, e a chuva no exterior condiciona uma já atitude bastante esmorecida para enfrentar mais um dia, caminho sozinho por avenidas e ruelas, apreciando a solidão que uma chuva traz, e é então que me apercebo de que ainda me desconsolo a pensar me ti.
És um claro, sonante, e firme SE, uma interrogação permanente na minha vida, se fosses, se serás, se já acabou se alguma vez te vou ver de novo, quando penso em ti penso que me estou a deixar atrasado, que estou a ver cosias onde não houve, onde nunca haverá, e penso para mim, o que fiz para merecer tamanha frustração? Eu serei o primeiro a concordar que o quis, e que fui eu que escolhi no que me meti, admito que vi sempre mais do que realmente havia, e admito também que voltei a errar de novo porque sou simplesmente ingénuo, esperava controlar os meus sentimentos, queria conseguir estar contigo sem me sentir preso a um sentimento de pertença e de que finalmente tinha encontrado alguém, e erro sempre ao pensar nisto, sempre que avalio e vejo como me encontro só vejo que tudo está desprovido de sentimentos, sentimentos que somente estiveram presentes em sonhos e esperanças mas, mesmo assim no fim não deixo de conseguir sentir-me exausto, como se que o destino me tivesse manipulado e me dado um pequeno toque de algo que nunca terei, e portanto, concretamente, o que somos?
A minha resposta é nada, não somos amigos, não somos amantes, nem sequer somos conhecidos, não falamos porque não há motivo para tal, eu sei disso, tu sabes disso mas, eu não consigo acreditar que tenha sido tudo apenas físico, porque quando me beijaste, eu senti que por uma vez na minha vida, eu não era o amigo, eu não era o confiante, eu não era mais um nas fileiras das amizades, tinha finalmente encontrado alguém que me queria, encontrado uns braços onde poria repousar, a minha busca estava finalmente terminada, e finalmente sentia que me acontecera algo bom, rapidamente aprendi que não era real. Porque tu não actuas assim e eu não me ressinto disso, apenas lamento, porque eu não queria um se para nós, eu queria realmente um nós, queria ser aquilo que nunca pude ser, queria que fosses aquilo que nunca encontrei em ninguém, e perdi-me em esperanças em sonhos e num desejo louco de um sonhador perdido em harmonias e em distorções felizes, e caí, no teu silêncio, nas tuas palavras caí, porque interpretei mal um gesto, porque realmente fui tolo, e porque simplesmente deixei abrir o coração.
E passado tanto tempo, ainda foste a única, e dói, dói porque enquanto tu já avançaste vives a tua vida, eu não significo nada para ti, não sou parte da tua vida, sou um nome num índex, uma gota na chuva, não tenho relevância qualquer, os meus actos, estes pensamentos metem-te num pedestal da minha vida, eu na tua fico a nada, sou uma lembrança, mas tu não em és isso.
Percebe Danny, tu para mim vais sempre ser importante, e magoa-me ver-te e não te dizer nada, magoa-me saber que existes , que posso tentar ligar-me à tua vida e só me magoar, dei parte de mim a ti, e pior do que ser recusado, é ter estado ligado contigo mas, parecer um sonho, algo que realmente não aconteceu, sinto que por mais que tente tu vais sempre ser algo irreal, e não me arrependo, não me queixo, simplesmente quando vejo a chuva, lembro-me que pensava ter-te, quando me deito lembro-me que te tive encostada a mim, quando me levanto sei que já tive alguém mas, eu nunca tive nada, porque eu sem vinculo emocional sinto-me vazio, e nós somos apenas um livro vazio, sem páginas, foste tudo, não fomos nada.

E pergunto-me se alguma vez cometo o mesmo erro, talvez si, e quando o fizer volta tudo ao inicio.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

I'll Be There, Someday, Waiting


Olho para os cantos escuros da minha mente, olho depois para os candeeiros da estrada que iluminam pequenas réstias de alcatrão desgastado, e sei porque o faço, porque sinto uma marca que ainda não foi marcada mas, que falta lá, um detalhe, um contraste, um pormenor, um toque, um grão de areia numa praia solitária banhada pelo luar.
Por mais anos que passem, por mais forte que tente, ainda me sinto sozinho, perdido no escuro, perdido em busca de algo que por vezes parece estar lá mas, que quando tento encaixar simplesmente não serve, e no entanto prossigo, esperançado pela ideia inata da possibilidade, preso pela sede que tarda em ser saciada, dominado por uma vontade incotrolavel de olhar para dentro de olhos de jade, onix, quartzo e ver o meu reflexo, completo, sem falhas nem cortes, perfeito, como uma leia abstracta, como a peça final do puzzle, essa vontade leva-me aos mais longiquos recantos da minha força, da minha esperança, do meu ser, traz-me dor e esperança, e ainda asism encontra-se perdido, sem rumo, como uma folha de outono na brisa.
E sei que existes, sei que essa voz existe, porque é a uncia que falta ecoar na minha mente, porque os teus lábios são o o único sabor que desconheço mas, mesmo assim consigo desejar, porque o cheiro dos teus cabelos é o aroma que me faz falta, sei que estás algures neste mundo, porque as estrelas assim mo dizem ans noites de verão, as ondas me contam em cada rebetar,, cada vento me traz uma infima esperança de um dia, simplesmente ver-te e saber, que nada mais irei precisar.
Porque amo-te, com todas as forças do meu ser, com toda a humandiade que tenho, com todo o amor que tenho, sei que por ti, este coração abte, estes olhos choram, e estas mãos tremem enquanto escrevo, porque cada respiração parece ansiar a tua companhia, cada passo é desajeiatdo sem ti, amo-te, porque a falat que em fazes mesmo sem te conehcer é quase insuportávvel, apenas suportada pela esperança de um dia te encontrar , ver e tocar.
E enquanto não te encontro, amo-te no escuro, amo-te sem os meus olhos completos, sem estar completo, vejo a tua silhueta no escuro e os teus olhos no vidro, vejo os teus beijos debaixo dos postes, vejo os noos corpos senatdos nos bancos, os nossos corações a bater no pontão, vejo isto tudo sem te ver, até te ver sou cego.
Até te ver.... ainda não vivi
Até te ver.... ainda não expirei
Até te ver.... ainda não sonhei
Quando te vir... saberei quem és
Tal como tu saberás quem eu sou.

Amo-te, quem quer que sejas.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

A City By Light Divided





Smeared black ink... your palms are sweaty
And i'm barely listening to last demands
I'm staring at the asphalt wondering what's buried underneath where i am

I'll wear my badge... a vinyl sticker with bigh block letters adherent to my chest
That tells your new friends i am a visitory here...
I am not permanent
And the only thing keeping me dry is where i am

You seem so out of context in this gaudy apartment complex
A stranger with yor door key explaining that i am just visiting
And i am finally seeing why i was the one worth leaving

D.C. sleeps alone tonight

You seem so so out of context in this gaudy apartment complex
A stranger with your door key explaining that i am just visiting
And i am finally seing why i was the one worth leaving
The district sleeps alone tonight after the bars turn out their lights
And send the autos swerving into the loneliest evening
And i am finally seeing why i was the one worth leaving

- The District Sleeps Alone Tonight


Cocktails: Não sei porque voltaste, pensava que já tinhas dito tudo o que tinhas a dizer mas, a 19 de Março mostraste que apoós tudo o que passámos ainda tens o peso das tuas palavras na tua cabeça, espero que a minha lingua não esteja presa o suficiente para voltar atrás, estou nesta estrada esta noite, e apenas desejo que despareças, porque a tua paragem foi lá atrás....


Dreams: E no entanto nos meus sonhos, aidna te vejo, ainda me visitas, e eu ainda acredito que posos voltar atrás, quero tentar de novo a nossa amziade, tenho saudades do teu sorriso, e no entanto será isto nada mais que o sonho que me prende de noite, ou será que é um presságio que a nossa história ainda não acabou...

"My mind is clear, my heart's alive
I've been through this before and I know that I'll survive
I don't need your eyes, I've got the city lights
Electric lifeblood flowing through these concrete veins
And I don't need your truths
I've got one of my own..."

- City Lights

Requiem For The Living







“This time it's on my own.
Minutes from somewhere else.
Somewhere I made a wish with Lucky Denver Mint.
Hurry go on ahead.
Good things won't let you wait.
I'll catch up when we get home.
At home I'll leave.
A dollar under water keeps on dreaming for me.
You're not bigger than this, not better.
Why can't you learn.”

-Lucky Denver Mint


O que me leva a escrever sobre estas coisas, que me atrai tanto numa paisagem vazia e desprovida de luz que me obriga a desabafar nestas linhas, porque é que a ideia de escuridão e a a sensação de solidão me acompanham memso quando as pessoas de quem mais gosto se encontram ao meu lado? Não quero, nem posso mostrar o que realmente sinto, não mereço ser a perturbação de uma paisagem que para tantos é bela e reconfortante mas, para mim é só mais um sinal de que o que realmente quero não se encontra comigo, que o que realmente quero não é o que procuro. Enquanto todos aguardam a meia-noite feliz, eu olho para as luzes da cidade que acompanham estes sentimentos em queda, o sentido da situação em que me encontro não é o mesmo da situação em que devia estar.
Sorrisos, abraços, celebração era isto que devia estar a sentir, no entanto o riso parece-me todo malicioso, a noite invês de cobrir tudo de escuro traz a luz ás pessoas, vícios ixoneráveis que me afectam, defeitos meus que me atormentam, quão verdadeiro é esta situação do que o sorriso que ouso forçar sobre a minha cara? Quero provar que sou mais que isto, quero mostrar que a companhia daqueles que me rodeiam é suficiente para negar a infelicidade que se abate...


“All these words trip over cracks in the sidewalks. I'm finally coming close to ghost. I'm dancing on your gravest words. I'm toasting all the coldest stares. All the loneliest of eyes.The city lights are burning too bright. “

-Your Gravest Words


Neste ambiente de revelações, de sorrisos madrastos e de incapacidade de compustura social, todo o simbolismo de um horizonte torna-se a abnda sonora do meu momento, as vozes distantes, e o som do mar, o meu coração contra a areia fria, procuro o descanso nas lágrimas de outra pessoa, uma surpresa, cujo valor eu nem sempre ousei dar, a sua cara é a única luz nesta escuridão, as luzes artificiais, as luzes da presença de outras pessoa não são mais que meras interferências à minha ilibação do egoísmo e egotismo que sou.
Os caminhos tortuosos da vida deram a mim uma casualidade, uma companhia neste pináculo de paradigma emocional, a celebração da vida e amziade, é na verdade a celebração de momentos passados, e embora o meu dsicurso não seja o mais fácil de entender, as mágoas procurei apaziguar, e um sorriso por mais amargo que tenha custado espero ter alcançado, neste mar de tristeza, o barco mantém-se a flutuar para um amanhã alcançar, palavras passadas, o futuro de mais dão não vão privar.




“ Frustration's driven you to angry dreams. Your bitterness doesn't surprise me. truly believe that you want more than this.That what you want is very simple,Somehow so complex to get. “

-Nebraska


Os vicios controlam a identidade de uma pesoa, a sua mera essência é integrada no seu vicio, resposats as nossas frustrações, pilares de sonhos não realizdos ou de um ténue liberalismo perdido, mais uma pessoa cujo solo foi frio de mais, para algum calor animar.
Celebrações que eprdem o seu carácter, enquanto a promessa de uns se esmorece em plenos segundos, os sinais de feridas não saradas atacam por todos os aldos, os risos num clima oriental não retiram a unica evrdade que é analisavel, a celebração é um pretexto para uns se afogarem em viagens enevoeiradas de um ar pesado e viciado, com o aroma de susbstâncias a penetrar pos pulmões e atacando a mente, seja liquido ou sólido, o vício afasta a identidade comum que todos partilhavam ao ínicio e leva-os em espirais diferenets, frustração, nostalgia, infelicidade, desilusão, as emoções são a real identdiade nesta noite.
Estas espirais embroa detectaveis enm sempre são compreendidas, outras evzes os olhos a estas são fechadas, por falta de eprsistência ou por malícia, quem interage com estas pessoas ou procura a razão, ou realziar feitos nunca osuados, palavras de um estarnho podem ser confortaveis, e braços de um amigo podem ser ofensas, perdidos na dúvida e no nevoiero não procuramos a razaõ, procuramos a solução que nunca antes encontrámos, para os nossos problemas, e por tanto caímos na teia de estranhos, e caimos da confiança de outros, quando a poeira cair, no entanto a noite já etrá morrido, e cada um volta ás suas tocas, com ou sem a resolução que procura.


“if you see me grinding it's a disguise. if you see me grinning don't trust me lies. when the ink dries we'll have another masterpiece. when the drink dies we'll have another restless sleep, a magic dream haver, an abracadaver, use your mind over matter 'til there's nothing the matter at all. these columns are calmly calming me down. the white stripe of light from the sky to the ground is the biggest most obvious red flag, and it's waving away in the wind. and nobody sees the clouds or the trees, only the dust ... and the fire within. “

-Abracadver


Na espiral das emoções de identidades que já perderam o rumo em poucas horas, todos dão á costa, como que perdidos e desgraçados, cienets do seu estado, demasiado cansados, incapazes de tentar enganar a uncia verdade, a efemera gloria de um momento em nada facilita a matar a evrdade que ousa apdoerar-se dos nossos olhos, uns pensando no futuro promissor mas, presos a um passado por resolver, outros a aproveitarem o mometo sem pensar na situação que os rodeia, uns que não encontram o que procuram, e falham mais uma vez e cuja visão do amr, é talvez a mais perfeita justificação do seu percurso, outros encerram capitulos, outros deixam-se cair em pensamentos que os atormentam e que lhes consome, enquanto que o unico maco de uma possivel luz, desaparece entre risos, palavras, e um vulto que engloba dois corações, a unica reposta que é procurada não está ao alcançe de uma ilusão, está explicita, e cienet do que é rpeciso fazer para sorrir, as lzues de uma ponte encadeiam o passado e o futuro, memórias conjuntas nunca nascidas, e ilusões de semanas anteriores posats emc ausa, todos estão sozinhos, esses todos são o meu sorriso explicito, e esperançoso, a revibrar nos meus ossos, os problemas que os assolam permitem-me pensar em conjunto, são todos a minah dientidade, e enquanto que uma parte de mim morre, outra torna-se mais forte, a minha sobriedade e a minha felciidade está toda presa por finos fios que nos unem, todos os que ao pé de mim se encontram nesta escuridão, pdoem não dar a luz que procuro mas, tornam-me o mais digno possível dessa luz, enquanto que a ilusão de uma salvação esmorece ao som de dois corações.

“the rise and fall and gentle drops
precipitation never stops i pulled the clouds
inside me and now it's raining again. cried in
my sleep last night for the first time. dying while
i live, living where we die. “

-Another Boring Story


Realmenet após a sepração de todos os elementos, os simples fios que em prendiam quebram-se na melodia da escuridão, a doce ilusão do conforto de um cobertor, não tapa a verdade, a escuridão que tudo se abate, memórias da meia-noite a passar por segundos nos meus olhos, a segurança a esmroecer, e o sentimento de uma queda livre que nunca parará, amanhã o dia irá chegar, e outra aborrecida história revelará?


“And the dreamers walk slowly through the crowds
Nothing can stop us now. “